Floresta Ombrófila Densa Montana

 

Foto: Alessandro Rifan

 

A Mata Atlântica é simultaneamente um dos biomas mais ricos em biodiversidade e mais ameaçados do planeta. Originalmente ela ocupava todo o litoral brasileiro, do Ceará ao Rio Grande do Sul, e em alguns pontos estendia-se até centenas de quilômetros pelo interior do Brasil. Atualmente, restam apenas 8,5% de remanescentes florestais acima de 100 hectares. Somados todos os fragmentos de floresta nativa acima de 3 hectares, restam 12,5% dos 1,3 milhões de quilômetros quadrados  originais. Ver dados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica. 

A Constituição Brasileira, em seu Art. 225, § 4º, definiu a Mata Atlântica como Patrimônio Nacional, e a sua conservação, proteção, regeneração e utilização foram estabelecidas pela Lei Federal nº 11.428, de 22 de dezembro de 2006, conhecida como a Lei da Mata Atlântica, regulamentada pelo Decreto Federal nº 6.660, de 21 de novembro de 2008.

Devido à sua importância para a biodiversidade, a Mata Atlântica é também protegida em nível planetário como Reserva da Biosfera, através do Programa Intergovernamental “O Homem e a Biosfera (MaB)”, da UNESCO, organização da qual o Brasil é membro. E, pela mesma razão, e por ser uma das florestas tropicais mais ameaçadas de extinção, ela foi considerada pela organização Conservation International (CI) como um dos 25 “hotspots” da biodiversidade mundial, isto é, uma das áreas que abrigam um número excepcional de espécies animais e vegetais, muitas delas raras e endêmicas. 

Todo o Rio de Janeiro encontra-se inserido nesse bioma, sendo que hoje seus remanescentes ocupam cerca de 17% da área total do estado, computando-se os diversos ecossistemas associados à Mata Atlântica que aqui ocorrem: floresta ombrófila densa, floresta estacional decidual, floresta estacional semidecidual (ou “mata de tabuleiro”), manguezais, restingas, campos de altitude e brejos e banhados.

 

Mata Atlântica no estado do Rio de Janeiro