Criado pelo Decreto-lei Estadual nº 250 de 13 de abril de 1970. Sua área é de aproximadamente 22.400 mil hectares, em partes dos municípios de Santa Maria Madalena, São Fidélis e Campos dos Goytacazes. 

Os seguintes aspectos mais relevantes justificam a sua criação: a notável expressão orográfica que o destaca no cenário regional como acidente de grande beleza cênica, com inúmeros picos rochosos e cobertura florística bastante representativa do bioma primitivo Mata Atlântica, ainda de forma contínua e com algumas das tipologias mais significativas de nossa flora, e considerável número de espécies endêmicas e ameaçadas de extinção; a ocorrência de um grande número de representantes de nossa fauna, também com espécies endêmicas e ameaçadas; a baixíssima taxa de ocupação humana; um esplêndido e estratégico manancial de água alternativo para as regiões vizinhas do Norte e Noroeste Fluminenses; um precioso potencial para a pesquisa científica, educação ambiental e visitação – que poderá propiciar um notável desenvolvimento regional, com fácil acesso rodoviário, possibilitando a utilização do Parque e seu entorno pelas diversas faixas econômicas da população.

Clique para visualizar a localização do Parque Estadual do Desengano.

Endereço: Centro de Visitantes / Estrada José Dantas dos Santos, 35 - Itaporanga - Santa Maria Madalena - RJ - Horto Florestal Santos Lima

Telefones: (22) 2561-3072 / 2561-1378
Horário: domingo a domingo, de 8 a 17h, (visitação); sede (administrativo), de segunda a sexta, de 8 a 17h

Adote a Conduta Consciente
•Informe-se sobre normas e regulamentos dos locais que vai visitar.
•Caminhe somente pelas trilhas; atalhos são perigosos e degradam o ambiente.
•Deixe cada coisa em seu lugar; não risque pedras ou troncos de árvores.
•Respeite a fauna e a flora: observe animais à distância, não os alimente, não cace nem colete espécies.
•Não faça fogueiras.
•Cuide do lixo que você produz até chegar a um ponto de coleta.
•Leve materiais de primeiros socorros.
•Informe às autoridades em caso de acidente.

Ao ar livre
Passeios, caminhadas, escaladas e muitas outras atividades ao ar livre podem ser feitas sem perturbar o ambiente natural, por isto são atividades permitidas no interior dos parques.
E sempre bom lembrar que a prática de atividades recreativas e esportivas em áreas naturais oferece riscos, inclusive dentro de parques públicos. Saiba mais.
É bom lembrar também que a caça, a captura de animais e a retirada de plantas são condutas ilegais!
 

O que é o Plano de Manejo?
O Plano de Manejo é um documento elaborado a partir de diversos estudos (do meio físico, biológico e social), que estabelece as normas, as restrições para o uso, as ações a serem desenvolvidas no manejo dos recursos naturais da UC e seu entorno, visando minimizar os impactos negativos sobre a UC, garantir a manutenção dos processos ecológicos e prevenir a simplificação dos sistemas naturais.
O zoneamento da UC, as medidas para promover a sua integração à vida econômica e social das comunidades vizinhas e as regras para visitação também devem constar nesse documento.

Consulte o Plano de Manejo do Parque Estadual do Desengano, aprovado pela Portaria IEF/RJ/PR n° 159, de 17 de maio de 2005, alterada pela Portaria IEF/RJ/PR n° 257, de 16 de outubro de 2008. 

Ver os Mapas do Plano de Manejo do PED
 

Situação: Conselho criado pela Portaria Inea/Dibap/ nº 3, de 30/11/2009

Publicação no D.O.: 10/12/2009
Número de instituições: 29
Regimento interno: sim.

Gestão Participativa nas unidades de conservação estaduais
O Programa de Fortalecimento de Conselhos promove a criação e a renovação dos conselhos gestores das unidades de conservação administradas pelo Inea. As ações previstas no programa, como a realização de diagnósticos rápidos participativos (DRP) e reuniões periódicas, vêm sendo desenvolvidas com bastante empenho objetivando o fortalecimento da gestão participativa em 28 conselhos de unidades de conservação, sejam elas de proteção integral ou de uso sustentável.

Para a formação dos conselhos gestores são utilizadas metodologias participativas adequadas ao perfil de cada conselho, dentre elas os DRPs. Até a publicação da Portaria que legitima cada Conselho são realizadas pelo menos oito reuniões. Os representantes das instituições manifestam seu interesse em participar dos conselhos por meio do documento denominado carta de intenção.

Tais conselhos reúnem órgãos públicos, instituições de pesquisa e entidades da sociedade civil interessadas na adequada implantação e gestão das unidades de conservação. São espaços de diálogo, consultivos ou deliberativos, compostos por diferentes atores sociais e o órgão ambiental estadual. Além da legitimação dos conselhos por meio da publicação de suas respectivas portarias, o programa também atua na capacitação dos conselheiros por meio da realização de oficinas, elaboração de vídeos e cadernos temáticos. Após dois anos, a contar da posse dos conselhos, é iniciado o processo de renovação do mesmo. 

Um dos principais objetivos de todas as categorias de UCs é possibilitar a realização de pesquisas científicas. Isto porque esses estudos expandem o conhecimento sobre os diversos ecossistemas, os saberes tradicionais e as relações sociais, associados às áreas protegidas. De acordo com a Lei n° 9.985/2000, que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), a execução de pesquisa científica em UC depende de autorização prévia do órgão responsável pela unidade e está sujeita às condições e restrições por ele estabelecidas.

O Inea, por meio de seu Serviço de Planejamento e Pesquisa (Sepes), apoia e incentiva a realização de pesquisas científicas nas unidades de conservação sob sua administração.

Ver aqui como desenvolver pesquisas nas UCs estaduais
Ver aqui as pesquisas desenvolvidas no PED