Localiza-se na zona oeste do município do Rio de Janeiro, no bairro de Guaratiba, e está situada na porção leste da Baía de Sepetiba. Foi criada pelo Decreto Estadual nº 7.549, de 20 de novembro de 1974, com o objetivo de preservar manguezais e sítios arqueológicos, tendo sido  inicialmente denominada Reserva Biológica e Arqueológica de Guaratiba. Passou por vários processos de revisão de seus limites, definidos: no Decreto Estadual nº 5.415, de 31 de março de 1982, alterado pelo Decreto nº 32.365, de 10 de dezembro de 2002. Recentemente, a Lei Estadual nº 5.842, de 3 de dezembro de 2010, recategorizou esta unidade de proteção integral como Reserva Biológica Estadual de Guaratiba, seguindo as categorias preconizadas pela Lei nº 9.985/2000, que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC).

Com aproximadamente 3.360 hectares, a Reserva Biológica de Guaratiba (RBG) protege importante remanescente de manguezal na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, associado à Baía de Sepetiba. Trata-se de ecossistema de grande valor ambiental, econômico e social, por oferecer inúmeros serviços ambientais, dentre os quais a manutenção da diversidade biológica; a oferta de pontos de repouso e alimentação para diversas espécies de aves migratórias; a prevenção de inundações; além de servir como fonte de matéria orgânica para águas adjacentes, constituindo a base da cadeia trófica (de alimentação) de espécies de importância econômica e ecológica.

As florestas de mangue respondem por 1.601,34 hectares da área da Unidade; planícies hipersalinas ou apicuns cobrem cerca de 704,10 hectares, além de áreas úmidas e áreas alteradas em diferentes estágios de regeneração. A vegetação, composta por espécies como Rhizophora mangle, Avicennia schaueriana e Laguncularia racemosa, apresenta elevado grau de heterogeneidade estrutural, com grande riqueza de fisionomias vegetais.

A RBG é também parte integrante da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica declarada pela Unesco, em 1992. Integra ainda o Corredor de Biodiversidade da Serra do Mar e o Mosaico Carioca, este último criado por meio da Portaria nº 245 de 11 de julho de 2011.

Endereço da Sede: Estrada da Matriz nº 4.485. Guaratiba - Rio - RJ
CEP: 23.020-710.
(situa-se em área externa aos limites da reserva, acesso pela Avenida das Américas e pela Estrada da Ilha)

Telefone/fax: (021) 2333-6984
E-mail: rbg@inea.rj.gov.br

Visitação: São permitidas apenas visitas de cunho educacional e para a realização de pesquisas científicas, mediante prévia autorização.

Clique para visualizar a localização da Reserva Biológica Estadual de Guaratiba.

O que é o Plano de Manejo?
O Plano de Manejo é um documento elaborado a partir de diversos estudos (do meio físico, biológico e social), que estabelece as normas, as restrições para o uso, as ações a serem desenvolvidas no manejo dos recursos naturais da UC e seu entorno, visando minimizar os impactos negativos sobre a UC, garantir a manutenção dos processos ecológicos e prevenir a simplificação dos sistemas naturais.
O zoneamento da UC, as medidas para promover a sua integração à vida econômica e social das comunidades vizinhas e as regras para visitação também devem constar nesse documento.

Conheça o Plano de Manejo da Reserva Biológica Estadual de Guaratiba, aprovado pela Resolução Inea nº 75, de 20 de agosto de 2013.

Ver aqui o Resumo Executivo do Plano de Manejo.

Conheça a composição do Conselho, estabelecido pela Portaria IEF Nº 264, de 09/12/2008. Publicação (D.O.): 12/12/2008.

Gestão Participativa nas unidades de conservação estaduais
O Programa de Fortalecimento de Conselhos promove a criação e a renovação dos conselhos gestores das unidades de conservação administradas pelo Inea. As ações previstas no programa, como a realização de diagnósticos rápidos participativos (DRP) e reuniões periódicas, vêm sendo desenvolvidas com bastante empenho objetivando o fortalecimento da gestão participativa em 28 conselhos de unidades de conservação, sejam elas de proteção integral ou de uso sustentável.

Para a formação dos conselhos gestores são utilizadas metodologias participativas adequadas ao perfil de cada conselho, dentre elas os DRPs. Até a publicação da Portaria que legitima cada Conselho são realizadas pelo menos oito reuniões. Os representantes das instituições manifestam seu interesse em participar dos conselhos por meio do documento denominado carta de intenção.

Tais conselhos reúnem órgãos públicos, instituições de pesquisa, sociedade civil e mesmo empresas privadas, interessados na adequada implantação e gestão das unidades de conservação. São espaços de diálogo, consultivos ou deliberativos, compostos por diferentes atores sociais e o órgão ambiental estadual. Além da legitimação dos conselhos por meio da publicação de suas respectivas portarias, o programa também atua na capacitação dos conselheiros por meio da realização de oficinas, elaboração de vídeos e cadernos temáticos. Após dois anos, a contar da posse dos conselhos, é iniciado o processo de renovação do mesmo.
 

Um dos principais objetivos de todas as categorias de UCs é possibilitar a realização de pesquisas científicas. Isso porque estes estudos expandem o conhecimento sobre os diversos ecossistemas, os saberes tradicionais e as relações sociais associados às áreas protegidas. De acordo com a Lei n° 9.985/2000, que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), a execução de pesquisa científica em UC depende de autorização prévia do órgão responsável pela unidade e está sujeita às condições e restrições por ele estabelecidas.

O Inea, por meio de seu Serviço de Planejamento e Pesquisa (Sepes), apoia e incentiva a realização de pesquisas científicas nas unidades de conservação sob sua administração.

Ver aqui como desenvolver pesquisas nas UCs estaduais
Ver aqui as pesquisas desenvolvidas na RBG