Está situada no domínio geoambiental da Serra do Mar, na Região Serrana, em posição central na Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. A região possui extrema relevância ambiental devido à presença dos ecossistemas de florestas ombrófila densa submontana, montana, altomontana e campos de altitude. Abrange principalmente o município de Petrópolis, com uma pequena porção em Miguel Pereira.

A área que era destinada à produção de frutas e madeira no passado não chega a 10% de seu tamanho original, sendo o restante composto de floresta densa em excelente estado de conservação, refúgio seguro para inúmeras espécies típicas da Mata Atlântica fluminense. Seu relevo fortemente acidentado faz com que ela abrigue também rica vegetação rupícola, e nos topos das montanhas graníticas que a compõem encontramos também campos de altitude bem preservados, onde se destaca a bela e rara flor conhecida como rabo-de-galo (Worsleya rayneri), uma espécie endêmica da Serra das Araras – nome daquele trecho da Serra dos Órgãos.

A criação da Reserva Biológica Estadual de Araras se deu por uma decisão administrativa, que previu a transformação de uma área considerada floresta protetora, e depois horto, em uma reserva biológica (por meio da Resolução SEAA nº 59 de 07/07/1977, do regimento interno da, à época, Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento). Em 2010 a Reserva foi ampliada, passando de 2.131 hectares para os atuais 3.862 ha, estendendo-se até a margem da estrada do Rocio, que liga os dois municípios acima mencionados (Decreto Estadual nº 42.343, de 10 de março de 2010, revogado, passando a vigorar o Decreto Estadual nº 43.888, de 28 de fevereiro de 2012).

São os seguintes, os objetivos de sua criação: assegurar a preservação dos remanescentes de Mata Atlântica presentes no chamado Corredor da Serra do Mar, no âmbito do Mosaico da Mata Atlântica Central Fluminense; ampliar o potencial de conservação da Região Serrana fluminense, assegurando a perpetuidade dos benefícios ambientais relacionados à diversidade biológica; manter populações de animais e plantas nativas e oferecer refúgio para espécieis raras, vulneráveis, endêmicas e ameaçadas de extinção da fauna e flora nativas; preservar montanhas, rios e demais paisagens notáveis contidas em seus limites; e assegurar a continuidade dos serviços ambientais.

Nas Reservas Biológicas são permitidas apenas visitas de cunho educacional e a realização de pesquisas científicas, mediante prévia autorização.
Endereço da Sede: Estrada Bernardo Coutinho, nº 10.351 – Gleba do Horto
Jardim Araras, Araras - distrito de Cascatinha – Petrópolis
CEP: 25.725- 020

Telefones: (24) 2225-9144 / (24) 2225-1749
E-mail: rebioararas.inea.rj@gmail.com
 

Clique para visualizar a localização da Reserva Biológica Estadual de Araras.

O que é o Plano de Manejo?
O Plano de Manejo é um documento elaborado a partir de diversos estudos (do meio físico, biológico e social), que estabelece as normas, as restrições para o uso, as ações a serem desenvolvidas no manejo dos recursos naturais da UC e seu entorno, visando minimizar os impactos negativos sobre a UC, garantir a manutenção dos processos ecológicos e prevenir a simplificação dos sistemas naturais.
O zoneamento da UC, as medidas para promover a sua integração à vida econômica e social das comunidades vizinhas e as regras para visitação também devem constar nesse documento.

Clique para Ver o Plano de Manejo da Reserva Biológica Estadual de Araras, aprovado pela Deliberação Condir/Inea nº 14, de 20 de agosto de 2010.

Conheça a composição do Conselho, estabelecido pela Portaria Inea/Dibap nº 30, de 19/12/2012. Publicação no D.O.: 07/01/2013. 

Gestão Participativa nas unidades de conservação estaduais
O Programa de Fortalecimento de Conselhos promove a criação e a renovação dos conselhos gestores das unidades de conservação administradas pelo Inea. As ações previstas no programa, como a realização de diagnósticos rápidos participativos (DRP) e reuniões periódicas, vêm sendo desenvolvidas com bastante empenho objetivando o fortalecimento da gestão participativa em 28 conselhos de unidades de conservação, sejam elas de proteção integral ou de uso sustentável.

Para a formação dos conselhos gestores são utilizadas metodologias participativas adequadas ao perfil de cada conselho, dentre elas os DRPs. Até a publicação da Portaria que legitima cada Conselho são realizadas pelo menos oito reuniões. Os representantes das instituições manifestam seu interesse em participar dos conselhos por meio do documento denominado carta de intenção.

Tais conselhos reúnem órgãos públicos, instituições de pesquisa e entidades da sociedade civil interessadas na adequada implantação e gestão das unidades de conservação. São espaços de diálogo, consultivos ou deliberativos, compostos por diferentes atores sociais e o órgão ambiental estadual. Além da legitimação dos conselhos por meio da publicação de suas respectivas portarias, o programa também atua na capacitação dos conselheiros por meio da realização de oficinas, elaboração de vídeos e cadernos temáticos. Após dois anos, a contar da posse dos conselhos, é iniciado o processo de renovação do mesmo.

Um dos principais objetivos de todas as categorias de UCs é possibilitar a realização de pesquisas científicas. Isto porque esses estudos expandem o conhecimento sobre os diversos ecossistemas, os saberes tradicionais e as relações sociais, associados às áreas protegidas. De acordo com a Lei n° 9.985/2000, que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), a execução de pesquisa científica em UC depende de autorização prévia do órgão responsável pela unidade e está sujeita às condições e restrições por ele estabelecidas.

O Inea, por meio de seu Serviço de Planejamento e Pesquisa (Sepes), apoia e incentiva a realização de pesquisas científicas nas unidades de conservação sob sua administração.

Ver aqui como desenvolver pesquisas nas UCs estaduais
Ver aqui as pesquisas desenvolvidas na RBA