A estação ecológica, unidade de conservação  de proteção integral, tem como principal objetivo a preservação e a conservação da natureza, permitindo atividades de pesquisa científica e visitação somente com finalidade educativa. Para a realização de pesquisas e de visitação de cunho educativo, é necessária a autorização prévia e o agendamento pela administração da UC.
Conheça mais sobre a única Estação Ecológica Estadual.

A Estação Ecológica Estadual de Guaxindiba (EEEG) constitui uma área de aproximadamente 3.260 hectares, dotada de atributos naturais excepcionais, integralmente inserida no município de São Francisco de Itabapoana, em área de baixada litorânea. Foi criada em 30 de dezembro de 2002, por meio do Decreto Estadual nº 32.576, com o objetivo de proteger um dos maiores remanescentes de floresta estacional semidecidual no Estado do Rio de Janeiro, chamada de mata de (ou sobre) tabuleiros,  detendo o processo de destruição desta tristemente também chamada “Mata do Carvão”, nome dado ao remanescente florestal atingido pela ação de carvoarias e pela extração de essências florestais nobres, como a ameaçada peroba-de-campos.

Está incluída na Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA).

Endereço: Sede - Estrada da Cobiça, s/nº - São Francisco de Itabapoana - RJ
CEP: 28230-000
Telefone: (22) 99953-5238

Como chegar: Localiza-se a 45 km de Campos dos Goytacazes e a 340 km da cidade do Rio de Janeiro. A partir do Rio de Janeiro o acesso é feito através da Ponte Rio-Niterói, da BR-101 e da RJ-224 até São Francisco de Itabapoana. Desta, utiliza-se a RJ-224 para acesso oeste e as RJ-232/RJ-196 para acesso leste. A partir do centro do município de São Francisco de Itabapoana, o acesso à sede se faz pela RJ-224 em direção norte, por 12,6 km até a Estrada da Cobiça, não pavimentada, e mais 3,5 km pela própria Estrada da Cobiça.
Não há transporte coletivo regular para as imediações da sede da EEEG.

Clique para visualizar a localização da Estação Estadual Ecológica de Guaxindiba.

O que é o Plano de Manejo?
O Plano de Manejo é um documento elaborado a partir de diversos estudos (do meio físico, biológico e social), que estabelece as normas, as restrições para o uso, as ações a serem desenvolvidas no manejo dos recursos naturais da UC e seu entorno, visando minimizar os impactos negativos sobre a UC, garantir a manutenção dos processos ecológicos e prevenir a simplificação dos sistemas naturais.
O zoneamento da UC, as medidas para promover a sua integração à vida econômica e social das comunidades vizinhas e as regras para visitação também devem constar nesse documento.

Clique para ver o Resumo Executivo do PM da EEEG.

Clique para ver o PM na íntegra, aprovado pela Deliberação Condir/Inea n° 7, de 8 de fevereiro de 2010.

Conheça a composição do Conselho, estabelecido pela  Portaria Inea/Dibap nº 29, de 27 de novembro de 2012. Publicação (D.O.) de 6 de dezembro de 2012.
 

Gestão Participativa nas unidades de conservação estaduais
O Programa de Fortalecimento de Conselhos promove a criação e a renovação dos conselhos gestores das unidades de conservação administradas pelo Inea. As ações previstas no programa, como a realização de diagnósticos rápidos participativos (DRP) e reuniões periódicas, vêm sendo desenvolvidas com bastante empenho objetivando o fortalecimento da gestão participativa em 28 conselhos de unidades de conservação, sejam elas de proteção integral ou de uso sustentável.

Para a formação dos conselhos gestores são utilizadas metodologias participativas adequadas ao perfil de cada conselho, dentre elas os DRPs. Até a publicação da Portaria que legitima cada Conselho são realizadas pelo menos oito reuniões. Os representantes das instituições manifestam seu interesse em participar dos conselhos por meio do documento denominado carta de intenção.

Tais conselhos reúnem órgãos públicos, instituições de pesquisa e entidades da sociedade civil e mesmo empresas privadas, interessados na adequada implantação e gestão das unidades de conservação. São espaços de diálogo, consultivos ou deliberativos, compostos por diferentes atores sociais e o órgão ambiental estadual. Além da legitimação dos conselhos por meio da publicação de suas respectivas portarias, o programa também atua na capacitação dos conselheiros por meio da realização de oficinas, elaboração de vídeos e cadernos temáticos. Após dois anos, a contar da posse dos conselhos, é iniciado o processo de renovação do mesmo.

Um dos principais objetivos de todas as categorias de UCs é possibilitar a realização de pesquisas científicas. Isto porque esses estudos expandem o conhecimento sobre os diversos ecossistemas, os saberes tradicionais e as relações sociais, associados às áreas protegidas. De acordo com a Lei n° 9.985/2000, que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), a execução de pesquisa científica em UC depende de autorização prévia do órgão responsável pela unidade e está sujeita às condições e restrições por ele estabelecidas.

O Inea, por meio de seu Serviço de Planejamento e Pesquisa (Sepes), apoia e incentiva a realização de pesquisas científicas nas unidades de conservação sob sua administração.

Ver aqui como desenvolver pesquisas nas UCs estaduais
Ver aqui as pesquisas desenvolvidas na EEEG