São pequenos hemípteros, sem asas, apresentando coloração marrom-avermelhada e corpo medindo aproximadamente 5 mm de comprimento. Alimentam-se exclusivamente de sangue, tanto na fase de desenvolvimento quanto na vida adulta.

Têm preferência em infestar ambientes coletivos, como: hotéis, presídios, abrigos Vivem abrigados em pequenas frestas em paredes ou pisos, estrados ou armações de camas, colchões, cortinas, onde permanecem durante o dia, saindo à noite em busca de fontes de alimento.

São insetos que sofrem metamorfose incompleta, passando pelas fases de ovo, 5 estágios de ninfas e adulto. Vivem ... Cimex lectularius é a principal espécie antropofílica, ocorrendo em quase todos os continentes.

MEDIDAS CORRETIVAS OU PREVENTIVAS
 Limpar frequentemente os locais de alojamento de pessoas, especialmente em quartéis, hospitais, presídios.
 Manter o assoalho e as junções calafetados e encerados, pois as frestas no assoalho servem como locais de abrigo e de postura dos ovos.
 Vedar fendas e orifícios nas paredes, inclusive nos abrigos de animais domésticos.
 Cuidar da higiene pessoal.
 Manter limpos animais domésticos.
 Expor ao sol, periodicamente, roupas, colchões e camas, pois o calor e a luminosidade desabrigam os percevejos.
 Vistoriar frequentemente roupas, móveis e objetos que tenham sido transportados de outros locais, principalmente, se forem de locais infestados.
Ações de Controle
As ações de controle de vetores e pragas urbanas nos territórios municipais devem ser baseadas em atividades de educação ambiental que, paciente e persistentemente, estimulem a população a evitar a criação ou a manutenção de condições propícias à proliferação desses indesejáveis animais, principalmente daqueles responsáveis por agravos à saúde.
A vigilância ambiental em saúde vem sendo paulatinamente implantada no país e sua efetiva contribuição a uma real melhoria das condições de vida das populações dependerá das administrações municipais.
Órgãos federais e estaduais são, por atribuições específicas, parceiros na capacitação de quadros técnicos, na orientação e coordenação de diferentes níveis de programas e até mesmo no fornecimento de insumos.
A proliferação de vetores e pragas urbanas e a adoção de medidas de controle e ações de educação ambiental, muitas vezes, não podem ficar restritas exclusivamente aos limites do território municipal.
É necessário uma correta avaliação da biologia, do comportamento e dos locais de proliferação de vetores e pragas urbanas, dos problemas de infraestrutura de serviços públicos e de nível de conscientização das populações envolvidas para definição da área de abrangência das medidas de controle.
A implantação de consórcios municipais ou o permanente e sistemático entrosamento das áreas técnicas e de planejamento e entre municípios vizinhos é a maneira mais adequada e de menor ônus econômico para as administrações municipais.
Assim, a implementação integrada das atividades de gestão ambiente/saúde com caráter inovador nos municípios, torna-se o principal mecanismo para minimizar os impactos negativos dos principais problemas causados por vetores e pragas urbanas, gerando entre vários benefícios, a redução do uso de praguicidas, promovendo a melhoria da qualidade de vida e a otimização ambiental.