Os pombos urbanos (Columbia lívia) são descendentes do pombo–das-rochas, habitantes dos penhascos do Mar Mediterrâneo. Estão muito bem adaptados nas cidades, onde encontram facilmente abrigo, alimento e água para procriar sem qualquer hostilidade.

São transmissores de uma série de doenças causadas através do contato do homem com suas fezes secas, além da contaminação da água e dos alimentos.As fezes, muito ácidas, estragam monumentos de metal e bronze, causam apodrecimento de madeiras, descoloram pedras, danificam superfícies pintadas, além das penas entupirem calhas e sem contar com o ruído incomodativo que emitem.

Na área urbana estes animais se adaptaram rapidamente a qualquer estrutura arquitetônica, mesmo em superfícies reclinadas, que muitas vezes lembram estruturas do habitat selvagem. Alimentam-se principalmente de grãos e sementes colhidos em áreas abertas.

Nos centros urbanos, a reprodução ocorre praticamente durante todo ano, sendo regulada pela disponibilidade de alimento. Geralmente a fêmea coloca 2 ovos por postura, realizando 5 a 6 oviposições ao ano. O desenvolvimento dos ovos ocorre em aproximadamente 17 ou 18 dias. Os filhotes estão aptos ao vôo em 3 ou 4 semanas.