Introduzidos ilegalmente no país para fins gastronômicos, visando sua comercialização à semelhança do “escargot”, os caramujos africanos (Achatina fulica) foram culturalmente rejeitados, provocando um descarte em massa e sem controle pelos criadores, gerando um sério impacto ambiental, causando prejuízos econômicos em várias culturas, hortas, pomares e jardins, inicialmente nas regiões Sul e Sudeste e, atualmente, já está constatada sua presença em todo território nacional, inclusive em áreas de preservação ambiental.

Possuem hábitos parcialmente arborícolas, escalando com facilidade nos ambientes urbanos, os muros e as edificações. São hermafroditas, permanecendo ativos durante o ano inteiro, suportando bem os períodos de seca e invernos pouco rigorosos.

Alcançam 15 cm de comprimento e seu peso pode ultrapassar 200 gramas. Vivem aproximadamente 9 anos, realizando 4 posturas por ano, produzindo cerca de 500 ovos por postura, gerando 18 mil descendentes.

Sua presença no ambiente é nociva, pois incrementa a ocorrência de predadores, observada no meio urbano pelo registro do crescimento populacional de ratazanas e escorpiões em algumas municipalidades.