Modificações no comportamento humano, sejam por razões econômicas ou sociais, são as principais responsáveis pelo surgimento de carrapatos no ambiente urbano.

Estes aracnídeos ectoparasitos geralmente necessitam de três hospedeiros para desenvolvimento do ciclo biológico, que inicia no solo, onde a fêmea realiza a postura. Dos ovos eclodem larvas que buscam na vegetação das áreas livres, dos logradouros públicos ou dos jardins domiciliares, um lugar de abrigo até encontrar um hospedeiro. Encontrando-o, realizam seu primeiro repasto sangüíneo e retornam ao solo para a ocorrência de uma muda, alcançando assim, o estágio de ninfa.

Esta fase é bem prolongada e pode chegar a um ano, aguardando a chegada do segundo hospedeiro, no qual se fixam para a realização de uma demorada hematofagia. Finalizada esta etapa, ocorre uma segunda muda, surgindo então, os machos e as fêmeas que rapidamente tornam-se adultos e aptos à reprodução.

Transmissores da febre maculosa, os carrapatos inserem-se na lista de pragas urbanas de importância em Saúde Pública, destacando-se a espécie Amblyomma cajennense, mais conhecido como carrapato estrela.

Medidas corretivas ou preventivas

Carrapatos (Rhipicephalus sp, Amblyomma sp)

  • Lavar com freqüência os abrigos de animais domésticos, aplicando desinfetante após a lavagem.
  • Vistoriar com frequência os animais domésticos, principalmente quando estiverem inquietos e com muita coceira.
  • Vedar frestas e buracos em pisos e paredes, principalmente quando localizados nos abrigos de animais domésticos.
  • Manter aparada a vegetação de jardins e quintais, não permitindo o crescimento de capim próximo às residências.
  • Controlar os carrapatos dos animais domésticos com a orientação de um médico veterinário.