Risco ambiental é a combinação entre a freqüência de ocorrência de um acidente e a sua consequência. A adequada composição destes fatores possibilita estimar o risco de um empreendimento sobre a vida ou a saúde de seres humanos, o meio ambiente ou um patrimônio, uma determinada região ou o Estado, sendo o estudo de análise de riscos a ferramenta utilizada para esse fim.

Na área ambiental, o risco geralmente está associado à manipulação de substâncias químicas consideradas altamente perigosas, presentes na atividade industrial, de armazenagem e nas diversas formas de transporte, principalmente por dutos.

É possível estimar e avaliar o risco dessas atividades, bem como propor formas para seu gerenciamento. O papel das análises dessas situações ou eventos é orientar as tomadas de decisão, de modo a contribuir para o estabelecimento de ações que evitem ou pelo menos minimizem a manifestação de perigos de perdas e/ou danos para o que se pretende implantar ou proteger.

As análises de riscos para as populações vizinhas às plantas industriais que passaram a empregar novas tecnologias de produção em larga escala, como as nucleares e as químicas, são as que merecem cada vez mais atenção e esforço no sentido de prevenir e controlar o risco ambiental, dado o seu potencial de se ampliar no espaço e no tempo, como já registrado em graves acidentes que ficaram na história, como:

• Liberação de ciclohexano com explosão da planta da Nypro em Flixbourough – Inglaterra,1974;
• Liberação de dioxina da ICMESA – Seveso – Itália,1976;
• Vazamento de isocianato de metila da empresa Union Carbide – Bhopal, Índia,1984;
• Vazamento da mistura etileno, hexano, isobutano e hidrogênio em planta de polietileno da Phillips - Pasadena (Texas), EUA, 1986.

No Inea, compete à Gerência de Licenciamento de Risco Ambiental Tecnológico (Gelram) atuar de forma integrada na identificação, avaliação, controle e gerenciamento das diversas formas de risco, implementando ações de prevenção e investigação de acidentes ambientais de origem tecnológica que envolvam substâncias químicas perigosas, bem como de minimização dos impactos ambientais deles decorrentes.

Além disso, a Gelram executa a avaliação de estudos geoambientais, considerando o nível de contaminação e/ou risco para a população imediatamente exposta e acompanha as licenças emitidas das atividades de transporte de produtos e resíduos perigosos, postos de serviço e pontos de abastecimento de combustível. 

 

Acidente ambiental

Os riscos/acidentes ambientais podem ser classificados em três tipos, de acordo com as suas origens:

1 - natural
Quando causado exclusivamente por fenômenos da natureza, sem a intervenção do homem, como é o caso de chuvas torrenciais, vendavais, terremotos, maremotos e furacões, entre outros.

2 - tecnológico
Quando causado por falhas na execução de atividades desenvolvidas pelo homem, normalmente relacionadas com a manipulação de substâncias químicas perigosas como falha de sistemas, falha de equipamentos, falha humana etc.

3 - natural-tecnológico
Embora estes dois tipos de ocorrências sejam independentes quanto às suas origens, em determinadas situações podem se inter-relacionar.

Exemplo 1 - uma forte tormenta que acarrete danos numa instalação industrial. Neste caso, além dos danos diretos causados pelo fenômeno natural, podem-se ter outras implicações decorrentes dos impactos causados nas instalações atingidas.

Exemplo 2 - o uso e ocupação do solo pelo homem de forma desordenada podem vir a acelerar processos de erosão e deslizamentos de terra.

Em virtude dos riscos/acidentes naturais serem, quase sempre, de difícil prevenção, diversos países do mundo, principalmente aqueles onde tais fenômenos são mais frequentes, têm investido em sistemas para o atendimento a estas situações. Já nos riscos/acidentes de origem tecnológica, de mais fácil previsão, o foco é a prevenção e a preparação para a intervenção, quando necessário.

Equipe de emergencia em ação