A atmosfera pode ser considerada o local onde, permanentemente, ocorrem reações químicas. Ela absorve uma grande variedade de sólidos, gases e líquidos, provenientes de fontes, tanto naturais como antropogênicas, que podem se dispersar, reagir entre si, ou com outras substâncias já presentes na própria atmosfera. Estas substâncias ou o produto das reações das mesmas, finalmente encontram seu destino num sorvedouro, como o oceano, ou alcançam um receptor (seres humanos, outros animais, plantas, materiais).
 

A concentração real dos poluentes no ar depende tanto dos mecanismos de dispersão, como da produção e remoção destes. Normalmente, a própria atmosfera dispersa o poluente, misturando-o eficientemente num grande volume de ar, o que contribui para que a poluição se mantenha em níveis aceitáveis. A velocidade de dispersão varia de acordo com a topografia local e com as condições meteorológicas reinantes.
 

Em suma, é a interação entre as fontes de poluição (emissões atmosféricas) e a atmosfera que vai definir a qualidade do ar. As condições meteorológicas determinam uma maior ou menor diluição dos poluentes determinando a concentração dos mesmos no ar, mesmo que as emissões não variem.
 

A Lei n° 6.938, de 31 de agosto de 1981, no art.3°, conceitua poluição como "a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente:
a) prejudiquem a saúde, a segurança, e o bem-estar da população;
b) criem condições adversas às atividades sociais e econômicas;
c) afetem desfavoravelmente a biota;
d) afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente e
e) lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos”.
 

Diversas classificações podem ser definidas para a variedade de poluentes que podem estar presentes na atmosfera. Podemos classifica-los de acordo com sua a origem em primários e secundários. Podemos classifica-los também, de acordo com o seu estado em gasosos e partículas.