No dia 22 de setembro de 2016, a Gerência da Qualidade do Ar /INEA disponibilizou no Portal do INEA os dados gerados nos últimos dez anos do monitoramento da Qualidade do Ar e Meteorologia do Estado do Rio de Janeiro. Nesta primeira etapa ficarão disponíveis os dados da última década, utilizados na elaboração dos Relatórios Anuais da Qualidade do Ar do Estado do Rio de Janeiro. Posteriormente, serão disponibilizados todos os dados da qualidade do ar e meteorologia, inclusive as informações desde 1967, quando o monitoramento foi iniciado no estado.

O objetivo de disponibilizar os dados do monitoramento é dar maior transparência ao banco de dados do INEA e inspirar políticas públicas que venham melhorar ainda mais a qualidade do ar no Estado do Rio de Janeiro.

A rede de estações semiautomáticas são aptas a medir as concentrações de material particulado nas frações de Partícula Total em Suspensão – PTS (< 100 µm), partículas inaláveis - PM10 (< 10 µm) e partículas finas – PM2,5 (< 2,5 µm), a cada seis dias, com a amostragem programada para ocorrer durante um período de 24 horas (média diária). A rede de estações automáticas podem medir horariamente as concentrações de poluentes do ar, tais como material particulado em suspensão na atmosfera, nas frações PTS e PM10, Óxidos de Nitrogênio (NOx, NO e NO2), Monóxido de Carbono (CO), Dióxido de Enxofre (SO2), Hidrocarbonetos Totais (HCT), Ozônio (O3) e Benzeno, Tolueno e Xileno (BTX), e parâmetros meteorológicos, tais como temperatura e umidade relativa do ar, direção e velocidade dos ventos, radiação solar, pressão e precipitação pluviométrica.

Cabe esclarecer que algumas estações não atendem aos critérios estabelecidos pela Organização Mundial Meteorológica (OMM) para instalação de estação de superfície de monitoramento de parâmetros meteorológicos.

Para caracterizar a qualidade do ar nas áreas de cobertura das estações de monitoramento, instaladas pelo estado, os resultados de concentração dos poluentes monitorados são avaliados a luz da legislação ambiental, que tem como diretriz os padrões de qualidade do ar adotados no Estado do Rio de Janeiro, através do Decreto Estadual n° 44072, publicado em 18/02/2013, que ratifica os valores definidos na Resolução CONAMA Nº 03/1990.

Quando tratamos de dados de séries temporais é necessário a adoção de critérios de representatividade dos dados. O não atendimento a estes critérios para uma determinada estação ou período podem comprometer a interpretação dos resultados obtidos ou até mesmo a classificação da qualidade do ar de uma região.

A representatividade dos dados é calculada para as médias horárias, diárias, mensais e anuais, onde cada uma delas é avaliada com base em critérios definidos. Os critérios de representatividade de dados utilizados pelo INEA e considerados para a caracterização da qualidade do ar do estado podem ser visualizados nas Tabelas 1 e 2:

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No Relatório Anual da Qualidade do Ar do Estado do Rio de Janeiro são divulgados os dados consolidados do monitoramento, que estão enquadrados dentro dos critérios de representatividade da rede de monitoramento, em função dos tipos de estações (semiautomáticas ou automáticas). Porém, com a finalidade de ilustrar um maior número de informações, são apresentados também os dados das estações automáticas que atenderam a uma representatividade entre 50% e 75% da série de dados válidos.

Por fim, com o compromisso do INEA de disponibilizar informações confiáveis sobre o estado do ambiente no estado do Rio de Janeiro. Fiéis a esse compromisso, estamos trabalhando para aprimorar o monitoramento da qualidade do ar e, sobretudo, aperfeiçoar ainda mais o acesso e a apresentação dessas informações.

*Os dados do ano corrente estão sob validação e só são considerados válidos no próximo ano.

Acesse os dados do Monitoramento da Qualidade do Ar e Meteorologia clique aqui