A atual rede de monitoramento da qualidade do ar do INEA é composta pela rede automática e semiautomática de monitoramento.

A rede automática é composta por estações que realizam medições contínuas das concentrações dos poluentes dispersos no ar e dos parâmetros meteorológicos. Os poluentes monitorados são os gases NOx, CO, SO2, O3, HC (metanos e não metanos), COV (compostos orgânicos voláteis, ex. benzeno) e partículas como o PTS, PI e PM2.5. Os parâmetros meteorológicos monitorados são direção e velocidade do vento, temperatura, umidade, radiação solar, pressão atmosférica e precipitação. Os dados obtidos são transmitidos em tempo real para a central de telemetria do INEA e compõem o banco de dados do Instituto.

Além das estações próprias de monitoramento da qualidade do ar, o INEA se utiliza de dados oriundos de estações privadas pertencentes aos principais empreendimentos industriais e de infraestrutura que apresentam potencial poluidor significativo, definidas e implantadas por exigência do Licenciamento Ambiental. Essas estações são operadas e mantidas pelos empreendimentos e transmitem os dados em tempo real para a central de telemetria do INEA que acompanha e gerencia os resultados.

A localização das estações que compõem a rede de monitoramento é realizada de acordo com as políticas de gestão do órgão ambiental (INEA). Uma vez determinada a área de instalação de uma estação, realiza-se a seleção do local adequado para medição (microlocalização), bem como dos parâmetros de interesse a serem monitorados em cada estação. Esta localização, segue ainda critérios mínimos de acordo com as características físicas de cada região, já que a área de abrangência da informação gerada dependerá de uma adequada localização do ponto de amostragem.

As estações que compõem a rede de monitoramento da qualidade do ar do ERJ (58 estações) estão distribuídas na Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RMRJ), na Região Médio Paraíba (RMP) e na Região Norte Fluminense (RNF), estas foram definidas pelo INEA como prioritárias em termos de monitoramento, por concentrarem o maior número de fontes de emissões atmosféricas, além de uma densa ocupação urbana, que provoca uma intensa circulação de veículos automotores.

As estações da rede automática se caracterizam pela capacidade de processar na forma de médias horárias, no próprio local e em tempo real, as medidas dos parâmetros de qualidade do ar. Estas médias são transmitidas para a central de telemetria e armazenadas em servidor de banco de dados dedicado, onde passam por processo de validação técnica periódica e, posteriormente, são disponibilizadas diariamente no endereço eletrônico do INEA (www.inea.rj.gov.br).