No Estado do Rio de Janeiro, a qualidade do ar é monitorada desde 1967, quando foram instaladas, no município do Rio, as primeiras estações manuais de amostragem da qualidade do ar. Desde então, o Inea investe continuamente em equipamentos de amostragem para diversos poluentes e parâmetros meteorológicos, instalados em várias regiões do Estado do Rio de Janeiro.
 

A atual rede de monitoramento da qualidade do ar do Inea, em todo o Estado do Rio de Janeiro, é composta pela rede automática, com 21 estações, que realizam amostragens de gases (NOx, CO, SO2, O3, HC, VOC) e material particulado, continuamente, e a rede semiautomática, com 63 amostradores, capazes de realizar o monitoramento das concentrações de material particulado no ar, seja total (PTS), inalável (PI) ou respirável (MP2.5), por 24 horas ininterruptas, de 6 em 6 dias.
 

Além destas, a rede de monitoramento do Estado ainda contam com estações que são operadas e mantidas pelos empreendimentos com significativo potencial poluidor, e são condicionados a transmitirem os dados em tempo real para a central de dados do INEA (rede privada) através do Licenciamento Ambiental.
 

Face ao número de estações disponíveis e o caráter majoritário atribuído à contribuição das fontes móveis no total das emissões na Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RMRJ),  o INEA distribuiu, nos últimos anos, suas estações automáticas de monitoramento prioritária e estrategicamente em locais onde seja possível o acompanhamento destas emissões, e da efetividade das ações de controle aplicadas aos principais poluidores do ar, os veículos automotores. Em contrapartida, as estações originadas através do licenciamento ambiental (rede privada), estão localizadas nas áreas de influência direta e indireta dos empreendimentos, ou seja, direcionadas para o monitoramento das principais fontes industriais do Estado, possibilitando assim o monitoramento de forma estratégica, permitindo o direcionamento de políticas de gestão e de controle a problemas específicos.
 

Já a seleção do local exato de medição (microlocalização), bem como dos parâmetros a serem monitorados em cada estação, estes seguem critérios mínimos de acordo com as características físicas de cada região, já que a área de abrangência da informação gerada dependerá de uma adequada localização do ponto de amostragem.
 

As Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RMRJ) , Região do Médio Paraíba (RMP) e a Região do Norte Fluminense (RNF) por concentrarem o maior número de fontes de emissões atmosféricas, além de uma densa ocupação urbana, que provoca uma intensa circulação de veículos automotores, foram definidas pelo INEA como prioritárias em termos de monitoramento, e assim, concentram o maior número de estações de qualidade do ar.