Institucional

14/09/2018

Agentes do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) receberam nesta quarta-feira, um gato-maracajá (Leopardus wiedii) pela Defesa Civil de Porciúncula, e uma coruja-buraqueira (Athene cunicularia), encaminhada por um morador, no Parque Estadual do Desengano, situado no norte fluminense do Rio de Janeiro.

Segundo a equipe do órgão estadual ambiental, o gato foi encontrado pela Defesa Civil, e entregue na unidade de conservação apresentando fratura completa na pata dianteira e pequenas lacerações na face da pata traseira. A coruja foi encontrada por um morador próximo ao Parque e entregue em boas condições de saúde e está sendo monitorada e alimentada pelos técnicos do Inea.

Uma médica veterinária foi chamada para realizar os primeiros socorros, com medicamentos, sedativos e imobilizou a fratura do gato. O felino foi encaminhado para a Universidade Estácio de Sá, em Vargem Grande, na zona oeste do Rio de Janeiro, onde lá teriam o tratamento mais adequado para o animal.

“O encontro entre seres humanos e animais silvestres está cada vez mais frequente no entorno das unidades de conservação, como recentemente ocorreu no município de Cachoeiras de Macacu, onde uma onça parda foi flagrada andando por um centro urbano. Isso demonstra a pressão que vem sofrendo os fragmentos florestais, sua gigantesca biodiversidade e sua capacidade de sustentação de espécimes tão distintas que alcança até animais do topo da cadeia alimentar”, disse o gestor e geógrafo do Parque Estadual do Desengano, Carlos Dário.

O gato-maracajá é um felino nativo da América Central e do Sul, podendo ser encontrado em todo o Brasil, com exceção do Estado do Ceará e metade meridional do Estado do Rio Grande do Sul. Ele possui uma cauda mais longa do que os seus membros posteriores e tem hábitos noturnos e solitários, além de grande capacidade para saltos.

A coruja buraqueira costuma viver em campos, pastos, restingas, desertos, planícies, praias, tem pequeno porte e tem voo suave e silencioso. Ela recebe o nome de “buraqueira” por viver em buracos cavados no solo.

O Parque Estadual do Desengano orienta os visitantes que ao avistar ou suspeitar da presença de um animal silvestre, ligar para os telefones (22) 2561-3072 / 2561-1378, ou avisar aos órgãos ambientais da região para que a área possa ser vistoriada e monitorada.

O Parque Estadual do Desengano tem 22.400 hectares de extensão e abrange partes dos municípios de Santa Maria Madalena, São Fidélis e Campos, no Norte Fluminense. É a unidade de conservação estadual mais antiga do Rio de Janeiro, criada em 1970.