Institucional

13/12/2018

A Secretaria de Estado do Ambiente (SEA- RJ) e o Instituto Estadual do Ambiente (INEA) apresentaram para um público de especialistas da academia, técnicos e gestores, nesta última quarta-feira (12/12), no auditório da Instituição, os resultados e recomendações do "Plano de Adaptação Climática do Estado do Rio de Janeiro".

No final de 2017, a Secretaria de Estado do Ambiente considerou de grande importância a elaboração de um Plano de Adaptação às Mudanças Climáticas do ERJ, um dos objetivos propostos no planejamento e na legislação pertinente - Lei N. 5.690 de 2010 e Plano de MC de 2012.

“Esse trabalho é pioneiro, servirá como referência local e também nacional. As estratégias deverão ter como foco inicial o déficit de adaptação presente, a partir dai será possível realizar uma avaliação mais aprofundada daquilo que poderá ser feito no momento, medidas de curto e médio prazo e ações locais. A validação é extremamente importante por todos os outros setores da sociedade”, afirmou a superintendente de Mudanças do Clima da SEA, Olga Martins Wehb.

O Plano de Adaptação Climática do Estado do Rio de Janeiro teve como objetivo subsidiar a SEA e o INEA nas ações de planejamento, conforme a Política Estadual sobre Mudança do Clima, destacando as vulnerabilidades e fornecendo recomendações para a tomada e decisão pública e para a definição de projetos e medidas concretas que aumentem a resiliência do Estado às mudanças do clima, pois este é particularmente vulnerável a desastres naturais associados a eventos extremos.

“É uma base técnica de um plano, ele é apenas um primeiro passo para informar os setores sobre os riscos climáticos e os impactos potenciais que eles podem estar sujeitos no Estado. Ao contrário da mitigação, que é um esforço global, a adaptação é local, cada um se prepara para as mudanças climáticas, em nível de país, estado, seu bairro, sua casa. Pobreza, ocupação de áreas frágeis, zona costeira, baixada, são os fatores que determinam a intensidade desses impactos: temperatura extrema, chuvas intensas que causam enchentes, deslizamento que impactam no transporte e na energia, secas prolongadas, quedas no abastecimento de água e impactos na produção”, ressaltou Sérgio Margulis, do Instituto GAEA Estudos Ambientais.

A iniciativa foi um consorcio entre o Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS), o Instituto GAEA Estudos Ambientais, o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (COPPE/UFRJ), a Universidade Federal do Ceará e a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), que desenvolveram a base técnica do Plano com contribuições de outras instituições. Foi liderado pelos coordenadores Sérgio Margulis (IIS/GAEA) e Emílio Lèbre La Rovere e equipe (Centro Clima/COPPE/UFRJ), em conjunto com a SEA.

O IIS foi encarregado de identificar os principais impactos projetados das mudanças climáticas sobre o setor da Agenda Verde (biodiversidade e agropecuária) para, em seguida, propor soluções centradas no conceito de Adaptação baseada em Ecossistemas (AbE); ficou também responsável pelo setor de Saúde Humana. A Universidade Federal do Ceará e a Funceme foram responsáveis pelo setor de recursos hídricos, e a COPPE pelos setores de Infraestrutura Urbana (drenagem urbana, deslizamentos e transportes/rodovias) e Zona Costeira. A identificação de impactos e propostas de medidas de adaptação foram realizadas para todos os setores mencionados.

“Medidas de adaptação climática devem ser precedidas de boas análises de vulnerabilidade – quais as regiões, populações e setores mais expostos e potencialmente mais vulneráveis. Estas e outras análises foram abordadas e discutidas neste Plano, mas o debate não esgota aqui, é fundamental que haja desdobramentos e ações futuras”, comentou Olga Martins Wehb.