Inea - Instituto Estadual do Ambiente
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OBJETIVO

O Programa de Gerenciamento de Resíduos Industriais tem por objetivo geral possibilitar, a partir da implementação de instrumentos básicos de gestão ambiental, o controle mais eficiente da destinação dos resíduos industriais gerados no parque instalado no Estado do Rio de Janeiro, levando em consideração os processos de acondicionamento, o transporte, o armazenamento e a disposição final. O escopo do trabalho envolve: a identificação dos diferentes tipos de resíduos gerados pelas atividades industriais localizadas na bacia; o incentivo à reciclagem de resíduos; e o controle dos geradores, transportadores e receptores que atuam na região.
As atividades do programa compreendem:

  1. Identificação e a quantificação dos vários tipos de resíduos industriais;
  2. Identificação, cadastramento e licenciamento dos transportadores;
  3. Controle da movimentação dos resíduos mediante a otimização do Sistema de Manifesto de Resíduos;
  4. Identificação, cadastramento e licenciamento dos receptores;
  5. Elaboração de normas e diretrizes voltadas à recuperação e reciclagem;
  6. Atualização, criação e informatização dos instrumentos de controle; e
  7. Assistência técnica à pequena e média empresa, voltada para a minimização e reciclagem de resíduos.

Informações: dilam@inea.rj.gov.br

 

Avaliação

A disponibilidade de informação atualizada sobre os tipos, estoques e destinos dos resíduos gerados no parque industrial é requisito para o controle ambiental eficaz. A Resolução CONAMA no 06, de 15/06/88, instituiu o Inventário Nacional de Resíduos Industriais, com a finalidade de sistematizar as informações sobre a situação dos resíduos industriais no Brasil, em especial os perigosos, e permitir o monitoramento e o controle de sua movimentação em todo o País. Nesta Resolução foram definidos os prazos e as tarefas de responsabilidade tanto das empresas geradoras quanto do Poder Público, necessários para possibilitar a divulgação de informação e a definição de um Plano Nacional para gestão destes resíduos.
Nesse sentido a partir das prioridades definidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA, que incluíam a definição, a implantação e a manutenção de um sistema de informações para a gestão e o monitoramento do ambiente urbano, foi dado início, no primeiro semestre 2000, à reformulação do Inventário Nacional de Resíduos Industriais, em parceria com os estados, que culminou na publicação da Resolução CONAMA 313, de 29.10.02.

A retomada do Inventário de Resíduos Industriais pelo Governo Federal, que vai além dos resíduos perigosos ou de Classe I, indica a importância atribuída a este tema da agenda ambiental. A gestão deste tipo de resíduo não se limita ao controle direto e individual das unidades geradoras e dos processos de destinação final. Exige, sim, abordagem gerencial que identifique, além das fontes e dos tipos de resíduos, os processos industriais que reduzam a sua geração e seu melhor aproveitamento em outros processos, requerendo dos setores público e privado maior eficiência na ação de controle e na divulgação permanente da informação ambiental, de forma a possibilitar a participação direta no processo de gestão ambiental, da população e da sociedade organizada. Por outro lado, as atividades de geração e manejo de resíduos industriais não causam somente impactos localizados. Tais atividades, em particular a movimentação de resíduos de uma bacia hidrográfica para outra e de unidades geradoras aos sistemas de destinação final, devem ser monitoradas e avaliadas, não só quanto aos aspectos ambientais, mas quanto aos efeitos sociais e econômicos.
A situação atual do Estado do Rio de Janeiro, segundo os dados referentes ao período de janeiro a dezembro de 2008, indica uma geração anual pelas indústrias fluminenses de 12.089.739,85 toneladas de resíduos industriais, sendo 666.832,21 toneladas de resíduos perigosos. A maior parte deste tipo de resíduo é produzida na Região Metropolitana do Estado do Rio de Janeiro. A distribuição de resíduos industriais pelas bacias hidrográficas do Estado aponta as bacias da Baía de Guanabara e Paraíba do Sul, como responsáveis por mais de 98 % da geração total do Estado do Rio de Janeiro.

BACIA HIDROGRÁFICA

GERAÇÃO DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS

PERCENTUAL

Baía de Guanabara

3.294.967,09

27,25

Paraíba do Sul

8.650.569,48

71,55

Baía de Sepetiba

15.918,60

0,14

Lagoa de Jacarepaguá

85.140,48

0,70

Oceânicas

43.144,20

0,36

Total

12.089.739,85

100%

CLASSE DE PERICULOSIDADE

QUANTIDADE (T/ANO)

PERCENTUAL

CLASSE I

666.832,21

5,51

CLASSE IIA

8.831.705,76

73,05

CLASSE IIB

2.591.201,88

21,43

TOTAL

12.089.739,85

100%

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