QUALIDADE DA ÁGUA
A qualidade das águas é representada por um conjunto de características, geralmente mensuráveis, de natureza química, física e biológica. Sendo um recurso comum a todos, foi necessário, para a proteção dos corpos d'água, instituir restrições legais de uso. Desse modo, as características físicas e químicas da água devem ser mantidas dentro de certos limites, os quais são representados por padrões, valores orientadores da qualidade de água, dos sedimentos e da biota (Resoluções Conama nº 357/2005, Conama nº 274, Conama nº 344/2004, e Portaria N° 518, do Ministério da Saúde).
Os ecossistemas aquáticos incorporam, ao longo do tempo, substâncias provenientes de causas naturais , sem nenhuma contribuição humana, em concentrações raramente elevadas que, no entanto, podem afetar o comportamento químico da água e seus usos mais relevantes. Entretanto, outras substâncias lançadas nos corpos d'água pela ação antrópica, em decorrência da ocupação e do uso do solo, resultam em sérios problemas de qualidade de água, que demandam investigações e investimentos para sua recuperação.
Os aspectos mais graves dos poluentes referem-se às substâncias potencialmente tóxicas, oriundas de processos industriais.
Por outro lado, atualmente, observa-se, ainda, a presença, em ambientes eutrofizados, ricos em matéria orgânica, de microalgas capazes de produzir toxinas com características neurotóxicas e hepatotóxicas.
MONITORAMENTO
O monitoramento de qualidade das águas é um dos mais importantes instrumentos da gestão ambiental. Ele consiste, basicamente, no acompanhamento sistemático dos aspectos qualitativos das águas, visando a produção de informações e é destinado à comunidade científica, ao público em geral e, principalmente, às diversas instâncias decisórias. Nesse sentido, o monitoramento é um dos fatores determinantes no processo de gestão ambiental, uma vez que propicia uma percepção sistemática e integrada da realidade ambiental.
No Estado do Rio de Janeiro, o monitoramento vem sendo realizado desde a década de 70, nos principais rios, reservatórios, lagoas costeiras, baías e praias. O monitoramento consiste na coleta de amostras de água, sedimento, biota, que são enviadas para análises nos Laboratórios do Inea . Os resultados recebem um tratamento estatístico e, a partir daí, são elaborados diagnósticos específicos para cada corpo d'água.
A escolha dos pontos de amostragem e dos parâmetros a serem analisados é feita em função do corpo d'água, do uso benéfico de suas águas, da localização de atividades que possam influenciar na sua qualidade, e da natureza das cargas poluidoras, tais como despejos industriais, esgotos domésticos, águas de drenagem agrícola ou urbana.
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MONITORAMENTO SISTEMÁTICO QUALIDADE DE ÁGUA
O monitoramento sistemático permite acompanhar a evolução das condições da qualidade das águas ao longo do tempo, fornecendo séries temporais de dados.
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MONITORAMENTO AUTOMÁTICO DE QUALIDADE DE ÁGUA
Com relação ao monitoramento automático, pode-se afirmar sua importância a partir da realização de uma avaliação contínua da qualidade da água, o que permite detectar alterações instantâneas, tornando possível agilizar as providências necessárias. Esse tipo de monitoramento, aliado ao monitoramento convencional, permite reunir amplitude e freqüência, imprimindo uma outra dinâmica ao monitoramento.
| SISTEMÁTICO TRADICIONAL |
AUTOMÁTICO |
| Frequência pré-estabelecida |
Programar para medir em intervalos muito curtos |
| Maior abrangência em termos de parâmetros |
Número limitado de parâmetros analisados |
| Defasagem em tempo entre a coleta e o resultado de análise |
Resultado em tempo real |
| Menor possibilidade na detecção de dados atípicos |
Maior possibilidade na detecção de dados atípicos |
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