Notícias |03.12.2019

Relatório de acompanhamento e avaliação estadual do surgimento de óleo na costa fluminense

No sábado (30/11), o Inea recebeu a informação de que o óleo encontrado na Praia do Peró, em Cabo Frio, não é compatível com resíduo oleoso encontrado no litoral do Nordeste e do Espírito Santo. O material foi analisado pela Marinha do Brasil. Até o momento, não foram encontrados vestígios do resíduo oleoso em outras praias fluminenses.

O subsecretário executivo da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Mauro Farias, esteve presente, em 29/11, de audiência pública da Comissão de Defesa do Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Ele participou da discussão sobre as medidas que podem ser tomadas para conter a chegada do óleo nas praias fluminenses.

No dia 28/11 a secretária de estado do Ambiente e Sustentabilidade, Ana Lúcia Santoro, participou de reunião, realizada em Brasília, do Grupo de Avaliação e Acompanhamento (GAA). O objetivo foi alinhar as ações de monitoramento e resposta à chegada do óleo na costa fluminense, definir a destinação final do resíduo químico e abordar as ações adotadas previamente pelos outros estados.

No dia 25/11, surgiram resíduos oleosos nas praias do Barreto, em Macaé; Santa Clara, em São Francisco do Itabapoana; e Barra do Furado, em Quissamã. Destas, somente os fragmentos de óleo encontrados na Praia de Santa Clara são compatíveis com o óleo que atingiu as costas nordestina e capixaba. Os fragmentos foram recolhidos e a praia encontra-se limpa.

Em 23/11 surgiram os primeiros vestígios de óleo na Praia de Grussaí, em São João da Barra. A análise da Marinha revelou que esse resíduo era compatível com o óleo encontrado no Nordeste.

Grupo de Trabalho Especial

Em 24/11 o Grupo de Trabalho Especial formado pelo governador Wilson Witzel para acompanhamento e vigilância das praias do estado do Rio de Janeiro reuniu-se na Capitania dos Portos de Macaé, no Norte Fluminense, com a Marinha, o Exército, o Corpo de Bombeiros, Defesas Civis Municipais e autoridades de meio ambiente dos municípios. O objetivo foi alinhar o planejamento das ações de pronta resposta para o surgimento de óleo na costa fluminense. A reunião contou com as presenças da secretária de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Ana Lúcia Santoro, e do presidente do Inea, Carlos Henrique Vaz.

Capacitação

O Inea realizou o treinamento de técnicos da Defesa Civil Estadual, de militares do Exército e do próprio órgão ambiental estadual.

A capacitação abrangeu aulas teóricas e práticas.

A parte teórica abrangeu temas como técnicas de avaliação do cenário emergencial, coordenação de ações para limpeza das praias e destinação ambiental adequada do resíduo recolhido, com atividades práticas na praia do Açu. A capacitação também abordou diferentes tipos de cenários, de acordo com as características de cada praia, além das técnicas que devem ser empregadas para a retirada dos diferentes tipos de resíduos oleosos.

No exercício prático, os técnicos aprenderam como proceder com a aproximação de mancha de óleo e retirada adequada do produto, bem como sobre a logística para a disposição temporária do resíduo oleoso.

No dia 6/11, o Inea realizou a capacitação de 80 pessoas. As aulas teóricas aconteceram no auditório do Inea e o exercício prático foi realizado no Forte do Exército Imbuhy, em Niterói.

Em 19/11, o Inea treinou mais 50 pessoas entre técnicos do órgão ambiental estadual e militares do Exército com atividade prática realizada na Praia
Vermelha, na zona sul do Rio.

O Inea também realizou a capacitação de 250 técnicos de todos os municípios costeiros para atuação em caso de surgimento de mancha de óleo nas praias. O treinamento também incluiu aulas teórica e prática, onde o grupo simulou atendimento de emergência na costa.

Em 11/11, o Inea capacitou os técnicos das cidades de São Francisco do Itabapoana, São João da Barra, Campos dos Goytacazes, Carapebus, Quissamã, Rio das Ostras, Casimiro de Abreu, Macaé, Arraial do Cabo, Cabo Frio, Búzios e Saquarema. O treinamento foi realizado em área do Porto do Açu, em São João da Barra.

Em 22/11 foram capacitados os municípios do Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Maricá, Niterói, Guapimirim e Araruama. O treinamento foi realizado na Praia Vermelha, no Rio de Janeiro.

Em 26/11, receberam capacitação, em área da Eletronuclear, em Angra dos Reis, os técnicos dos municípios de Itaguaí, Mangaratiba, Angra dos Reis e Paraty, no Sul Fluminense. E no dia 28/11 receberam capacitação as cidades de São Gonçalo e Carapebus. A atividade foi realizada na Praia de Carapebus, no Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, em Macaé.

O treinamento foi uma ação definida pelo grupo de trabalho especial criado em 24 de outubro, conforme publicação em Diário Oficial do estado, para acompanhamento e vigilância das manchas de óleo na costa brasileira. O grupo é coordenado pela secretária do Ambiente e Sustentabilidade, Ana Lúcia Santoro, e composto por técnicos da Seas e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). O treinamento teve como base as orientações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Grupo de Trabalho Especial

A Seas e o Inea trabalham em ações preventivas, desde outubro, quando o governo do estado criou o Grupo de Trabalho Especial para acompanhamento e vigilância de qualquer anormalidade relativa a manchas de óleo na costa fluminense. O grupo é coordenado pela secretária do Ambiente e Sustentabilidade, Ana Lúcia Santoro, e composto por técnicos da Seas e do Inea.

Desde então, o grupo se reuniu três vezes (26/10, 31/10 e 13/11) com foco na ação preventiva e no monitoramento. O encontro contou com as presenças de representantes do corpo técnico da Seas, de setores de emergência e monitoramento do Inea, da Marinha do Brasil, do Ibama, da COPPE/UFRJ e de empresas do setor.

Por deliberação do GTE, o estado do Rio de Janeiro passou a fornecer informações oficiais preventivamente ao Grupo de Acompanhamento e Avaliação, composto pelo Ibama, Marinha e Agência Nacional do Petróleo, em caso de surgimento de óleo na costa fluminense.

Rede de Monitoramento em tempo real

A Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade e o Inea criaram a rede de monitoramento com os municípios de forma preventiva, com o objetivo de garantir pronta resposta em caso de surgimento de óleo nas praias fluminenses.

Técnicos do órgão ambiental estadual estão em contato permanente com os municípios para oferecer suporte técnico operacional em caso de aparecimento de óleo na praia. Cabe ressaltar que o Inea trabalha integrado com o Ibama, em apoio às vistorias na costa fluminense e está alinhado com o Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA).

Confira o Plano de Emergência para o Surgimento de Óleo nas Praias

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