Emergências Ambientais

 

    

Emergências ambientais tecnológicas surgem das mais variadas formas e com impactos no meio ambiente e na população. Casos como vazamento de produtos químicos perigosos, tóxicos, derramamento de óleo, rompimento de barragens de rejeitos químicos, abandono ou disposição inadequada de produtos químicos, entre outros, causam danos ao meio ambiente e podem colocar em risco a saúde e vidas humanas e prejuízos sociais e econômicos. Por isto as emergências ambientais exigem uma resposta rápida, não só para conter o problema em si, como também para reduzir os danos eventuais ao meio ambiente.

Emergências com Produtos Tecnológicos

O Inea possui um grupo técnico multidisciplinar, especializado no atendimento in loco de ocorrências ambientais emergenciais tecnológicas decorrentes de vazamento de produtos químicos, ou substâncias nocivas ao meio ambiente.

A equipe opera em regime de plantão 24 horas por dia, sete dias por semana, em todo o Estado do Rio de Janeiro, de acordo com o padrão NFPA-472 – Hazmat Operations, e International Maritime Organization.

Qualquer cidadão pode comunicar o Inea sobre um acidente envolvendo óleo ou outro produto perigoso, como nos casos de explosões, colisões, descarrilamentos, incêndios, vazamentos e derramamentos.

Ligue para: (21) 2334-7910 e (21) 98596-8770

Empreendimentos ou atividades licenciadas ou autorizadas pelo INEA têm a obrigação de comunicar imediatamente incidentes ambientais, independente das medidas tomadas para seu controle, de acordo com as licenças emitidas pelo órgão.

          

Saiba mais...

O início das atividades de emergências ambientais no Estado do Rio de Janeiro coincide em parte com a própria história de criação da Feema, que teve como um dos motivos o acidente ocorrido com o Navio Tarik, em março de 1975, de bandeira liberiana, que derramou 6.000 toneladas de óleo na Baía de Guanabara. Naquela ocasião, o Estado do Rio de Janeiro, não estava preparado para controlar e combater um evento com aquele potencial de poluição.

Em março de 1982, ocorreu outro evento notável, no Mercado São Sebastião, na Penha. O rompimento de embalagens de pentaclorofenato de sódio, na época conhecido como pó da China, causou a morte de cinco pessoas e a interdição do maior centro de distribuição de secos e molhados do Estado, sendo o fato motivador para a criação, na estrutura da Feema, do Serviço de Controle da Poluição Acidental (SCPA), especializado em poluição acidental, aquela com potencial de derramar, num curto espaço de tempo, uma considerável massa poluidora no ambiente.

Deste então, o serviço evoluiu para o Serviço de Operações em Emergências Ambientais (SOPEA), sendo então elevado ao nível de Gerência, passando a denominação de Gerência de Operações em Emergências Ambientais (GEOPEM).

A gestão da emergência pode ser considerada como a sinergia entre quatro tipos de ações a saber: prevenção, preparação, resposta e recuperação:

  • Ações de Prevenção em Rodovias

Para diminuir riscos e incidências de acidentes tecnológicos, bem como para agilizar as respostas e diminuir os eventuais danos, a melhor prática está na prevenção.

O Inea realiza anualmente diversas ações, envolvendo operações em rodovias (Comando de Operações), atuando no controle do transporte rodoviário de produtos e resíduos perigosos nas vias que cruzam o Estado do Rio de Janeiro.

  • Ações de Preparação

Faz parte do licenciamento ambiental dos empreendimentos, que estes tenham em seus calendários, a execução de exercícios simulados.

O Instituto também incentiva a adoção dos Planos de Auxílio Mútuo e Planos de Contingências Locais, que são planos organizados pelas empresas, para aprimorar seus procedimentos de atendimento a emergências, envolvendo a população do entorno. Além disso, fornece cursos de capacitação a Sociedade, como por exemplo, de Primeiro em Cena de Emergências Ambientais.

  • Ações de Resposta a Emergências

 

A atuação principal do setor está na coordenação das ações de combate a acidentes que envolvem impactos diretos ou indiretos ao meio ambiente, e medidas para minimizar as consequências e impactos. Os atendimentos são realizados sempre que identificada a poluição acidental com produtos químicos perigosos ou substâncias nocivas, com potencial de causar, num curto espaço de tempo, considerável dano ao meio ambiente e à população.

  • Ações de Recuperação / Reparação

O Inea adota a premissa de devolver à população uma área limpa, sem danos ambientais remanescentes, realizando vistorias após o acidente, de forma a acompanhar e garantir o rigoroso cumprimento das ações de recuperação do meio impactado pelo agente poluidor. Em casos de contaminação de solo, onde seja necessária remediação, a análise e acompanhamento são atribuídos ao Núcleo de Áreas Contaminadas do Inea, para o caso da necessidade de obtenção de uma Licença Ambiental de Recuperação (LAR).

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