Como é feito o monitoramento das Águas Interiores?

A crescente pressão sobre os recursos hídricos, além do aumento e da diversificação das fontes de poluição, torna o acompanhamento das alterações da qualidade das águas cada vez mais necessário, de maneira a subsidiar ações de proteção e recuperação, visando à garantia dos usos atuais e futuros.

Atualmente, o Inea conta com 321 pontos de amostragem em diferentes corpos d’água como rios, baías, lagoas e reservatórios, distribuídos por todo o Estado do Rio de Janeiro. Clique aqui para acessar as coordenadas geográficas da rede de monitoramento da qualidade das águas interiores.

Cerca de 60% desses pontos estão localizados em rios e canais e os 40% restantes estão situados nas principais baías, lagoas e reservatórios estratégicos do Estado.

O monitoramento contínuo e sistemático da qualidade dos principais corpos hídricos do estado fluminense fornece informações necessárias para o manejo adequado desses ecossistemas aquáticos, possibilitando melhor compreensão do ambiente e a alocação eficaz de investimentos e ações.

Os dados provenientes do monitoramento são a base para a avaliação da qualidade das águas e para a produção de relatórios, diagnósticos e boletins sobre águas condições dos corpos hídricos.

Saiba mais...

A Resolução Conama 357/2005 dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, estabelecendo padrões de qualidade das águas através do uso de limites individuais para diferentes substâncias.

A fim de tornar as informações resultantes do sistema de monitoramento de qualidade de água objetivas e de mais fácil interpretação pelos atores interessados, em uma linguagem acessível ao público, foram desenvolvidos relatórios e boletins baseados em Índices de Qualidade de Água.

Tais índices tem como objetivo agregar uma gama diversa de informações analíticas em dados de caráter mais sintético, para conseguir descrever e representar de forma mais eficiente o estado atual e as tendências da água. Assim, aqueles que não são especialistas no assunto podem valer-se dessas informações para subsidiar suas ações gerenciais ou simplesmente adquirir tal conhecimento.

Os Boletins de Qualidade das Águas por Regiões Hidrográficas apresentam um retrato da qualidade dos rios através da aplicação Índice de Qualidade de Água (IQANSF) que consolida em um único valor os resultados dos parâmetros: Oxigênio Dissolvido (OD), Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), Fósforo Total (PT), Nitrogênio Nitrato (NO3), Potencial Hidrogeniônico (pH), Turbidez (T), Sólidos Dissolvidos Totais (RNFT), Temperatura da Água e do Ar e Coliformes Termotolerantes. Para maiores informações sobre a metodologia do IQANSF, clique aqui.

Adicionalmente, são publicados outros boletins sobre a qualidade das águas de baías e lagoas como o Boletim de Qualidade de Água do Sistema Lagunar de Jacarepaguá – formado pelas Lagoas de Jacarepaguá, Marapendi, Camorim e Tijuca – por exemplo, serão divulgados mensalmente. Neste boletim são apresentadas informações de natureza ampla como o resultado do Índice de Conformidade, que leva em consideração os parâmetros Oxigênio Dissolvido (OD), Nitrogênio Amoniacal (NH4), Nitrato (NO3), Fósforo Total (PT) e Coliformes Termotolerantes, e análises sobre fitoplâncton e microcistinas.

O Programa de Monitoramento Sistemático de Qualidade de Água do INEA tem como objetivos principais acompanhar as variáveis de qualidade de água, permitindo a análise da evolução das condições da qualidade das águas ao longo do tempo, além de fomentar o estabelecimento de sistemas de informação para a gestão dos recursos hídricos, dando suporte aos usos múltiplos.

As principais etapas do programa de monitoramento desenvolvido e implementado pelo INEA compreendem:

  1. Definição de objetivos e metas do monitoramento;
  2. Estabelecimento das redes de controle (localização dos pontos de amostragem);
  3. Determinação de parâmetros e frequências do monitoramento;
  4. Realização de coletas de amostras de água;
  5. Execução de análises laboratoriais e de campo;
  6. Análise dos dados utilizando ferramentas matemáticas e estatísticas;
  7. Elaboração de diagnósticos em forma de relatórios e boletins; e
  8. Divulgação da informação de forma ampla, transparente e objetiva para a população.

O Programa de Monitoramento  teve sua origem na década de 1980, quando foi iniciado o acompanhamento sistemático da qualidade das águas dos principais corpos hídricos que afluem dentro do território estadual. Desde então, a rede de monitoramento vem sendo otimizada e ampliada, abrangendo todas as regiões do estado.