O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) possibilitou uma experiência de observar o alinhamentos dos planetas para os visitantes do Parque Estadual da Serra da Tiririca (PESET), localizado em Niterói e Maricá, e do Parque Estadual Lagoa do Açu (PELAG), situado nos municípios de Campos dos Goytacazes e São João da Barra. O primeiro grande fenômeno astronômico de 2025 pôde ser observado neste sábado (25/1).
– Tais atividades demonstraram o potencial das nossas unidades de conservação para a promoção de iniciativas científicas, educativas e de lazer. A preservação de tais áreas permite um cenário perfeito para os amantes de astronomia – afirma o secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi.
No PELAG, o evento superou as expectativas do público, com um número estimado em cerca de 200 pessoas. O evento aconteceu em parceria com o Clube de Astronomia Louis Cruls que disponibilizou quatro telescópios, incluindo um eletrônico que permitia observar planetas e constelações diretamente em um tablet, e um específico para observação solar.
– Os planetas Marte, Vênus e Júpiter puderam ser observados claramente. O feedback foi incrível, as pessoas ficaram maravilhadas com a experiência – , relatou o gestor do parque, Samir Mansur. Ele ainda explicou que, apesar de Vênus estar muito brilhante, dificultando a visualização de Saturno, a experiência foi muito positiva.
Já no Parque Estadual da Serra da Tiririca, o evento “Vem Ver o Céu” ocorreu no Morro das Andorinhas, localizado em Niterói. Houve a participação de 40 pessoas, incluindo integrantes do projeto Astroturismo nos Parques Brasileiros (UFRJ). Para observação, foram utilizados dois telescópios refratores e apontadores estelares. Segundo os participantes, os destaques foram a organização, a dinâmica da equipe e a oportunidade de adquirir novos conhecimentos sobre astronomia.
Segundo o organizador e membro da equipe do parque, André Costa, infelizmente as condições climáticas da região impediram a visualização completa de todos os planetas. Ele também esclareceu que os planetas do sistema solar estão permanentemente alinhados, e que o fenômeno observado foi uma questão de perspectiva e posição relativa em relação à eclíptica, e não um “alinhamento” especial. Apesar disso, o evento foi considerado um sucesso.