Notícias |22.12.2025

Atrativos históricos e naturais: APA Guandu, maior unidade de conservação do RJ, é opção de lazer para os fluminensesTrilhas, cachoeiras e um passeio pelo pantanal iguaçuano são alguns dos atrativos que podem ser explorados pelos visitantes

Que tal aproveitar as férias com um passeio pela maior unidade de conservação administrada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea)? Com 74.800 hectares, a Área de Proteção Ambiental Estadual do Rio Guandu (APA Guandu) abrange parte de 11 municípios fluminenses. Com imensa riqueza e diversidade turística, o local proporciona aos visitantes várias opções de lazer, como trilhas, cachoeiras, esportes de aventura e atrativos culturais.

 

Entre as belezas naturais que podem ser exploradas pelos visitantes estão as cachoeiras Jaceruba, em Nova Iguaçu; Cacaria, em Piraí; e Poção, em Miguel Pereira. E para quem é adepto de esportes de aventura, há ainda rampas para voo livre, em Japeri, Itaguaí, Miguel Pereira e Nova Iguaçu. A unidade de conservação também abriga marcos históricos como a Ponte Ferroviária Paulo de Frontim, em Miguel Pereira; o Monumento ao Rodoviário, em Paracambi; o Pantanal Iguaçuano, em Nova Iguaçu; e uma área na lagoa de captação do Rio Guandu onde a visitação é permitida.

– A APA Guandu é um ótimo exemplo de como podemos mesclar o turismo, a diversão, com o aprendizado. A conscientização ambiental é e deve ser parte da formação dos nossos cidadãos, papel este que o Inea ajuda a desempenhar com maestria – afirma o secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi.

Com uma extensão territorial tão vasta, a APA Guandu abriga uma rica diversidade biológica, dentre as quais a rã de Seropédica (Physalaemus soaresi) e o peixinho popularmente conhecido como tetra-bandeira (Hyphessobrycon heterorhabdus), ambos espécies endêmicas do Rio Guandu. Da flora, destaca-se a espécie Sinningia heller, uma planta que foi redescoberta, após 200 anos sem ser avistada. A plantinha ainda é objeto de estudos por parte de equipe técnica do Inea e do mundo acadêmico. A APA também abriga alguns sítios arqueológicos.

Além de proporcionar o lazer e abrigar um patrimônio cultural tão importante, a APA também tem como objetivo a preservação da Bacia Hidrográfica do Rio Guandu, importante fonte de abastecimento de água potável para cerca de oito milhões de pessoas que vivem na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Curiosidades do patrimônio histórico e cultural da APA do Rio Guandu

 

Gruta dos Escravos: Localizada em Miguel Pereira, a Gruta dos Escravos, que serviu de refúgio para os antigos escravizados, localiza-se no alto de uma colina, dominando a paisagem formada por um “mar” de morros. Segundo informações que constam no portal do Instituto Terra de Preservação Ambiental (ITPA) trata-se de um monumento construído por escravizados no século XVIII, em homenagem à Nossa Senhora da Penna. Além da capela, a gruta possui várias pedras que foram talhadas pelos escravos.

 

.Conjunto Fabril da Companhia Têxtil Brasil-Industrial: Teve seu funcionamento autorizado pelo decreto 4.552, de 23 de julho de 1870, portanto, na época do Brasil Império. Na década de 1880, o antigo Conjunto Fabril da Companhia Têxtil Brasil-Industrial, operou com 400 teares e igual número de operários, em 1882. Foi considerada a primeira grande fábrica de tecidos de algodão do país. Atualmente, funcionam na antiga fábrica: Faculdade de Educação Tecnológica do Estado do Rio de Janeiro (Faeterj); Instituto Superior de Tecnologia – Paracambi; Centro Federal de Educação Tecnológica de Química (Cefeteq); polo do Centro de Educação a Distância do Rio de Janeiro (Cederj de Paracambi).

 

Viaduto Paulo de Frontin –  localizado em Miguel Pereira, esse empreendimento foi construído com tecnologia belga, e é o único viaduto férreo em curva no mundo. Sua estrutura de ferro treliçada, compõe-se de dois vãos retos e um arco central de 40 metros sobre o Rio Santana. Foi inaugurado em 1897.

 

Sobre a unidade

 

A APA Guandu abrange os municípios de Engenheiro Paulo de Frontin, Itaguaí, Japeri, Miguel Pereira, Nova Iguaçu, Paracambi, Piraí, Queimados, Rio Claro, Seropédica e Vassouras. A unidade de conservação tem por objetivo garantir a qualidade e quantidade da água da Bacia do Rio Guandu, protegendo os remanescentes florestais, margens fluviais, nascentes e encostas, nos trechos montanhosos e de baixadas, de modo a manter importantes fontes de abastecimento de água potável para a Região Metropolitana do Rio de Janeiro.