Na última quinta-feira (22/01), o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), em parceria com o Projeto Aventura Animal, registrou uma jaguatirica (Leopardus pardalis) acompanhada de seu filhote no Parque Estadual da Serra da Concórdia (PESC). A unidade de conservação está localizada nos municípios de Barra do Piraí e Valença, no Sul Fluminense do Rio de Janeiro. Os animais vêm sendo monitorados por meio de câmeras instaladas ao longo das trilhas de passagem do parque.
— O monitoramento nos permite ter maior controle sobre os animais que habitam nossas unidades de conservação. Esses recursos facilitam a preservação e a proteção das espécies — destacou o secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi.
A unidade utiliza trilhas de passagem, tanto humanas quanto de animais, como estratégia de monitoramento dos felinos. O filhote, com cerca de quatro meses de idade, vem sendo acompanhado há aproximadamente três meses pela equipe técnica do parque. A identificação dos animais é realizada por meio de marcações naturais, que permitem diferenciar o lado esquerdo e direito do corpo, facilitando o reconhecimento individual das espécies.
Os registros mostram que a jaguatirica e seu filhote foram flagrados diversas vezes, tanto durante o dia quanto à noite, o que indica que os animais se sentem confortáveis e seguros no ambiente do parque. As imagens foram feitas pelo ambientalista Juran Santos.
De hábitos predominantemente solitários e noturnos, as jaguatiricas habitam florestas, campos, savanas e áreas alagadas, alimentando-se principalmente de pequenos e médios vertebrados. Já a onça-parda, o segundo maior felino das Américas, consome presas de diferentes portes e desempenha um papel fundamental na manutenção do equilíbrio dos ecossistemas onde ocorre. Lá também há registros da onça pintada a qual retornou recentemente ao estado do Rio de Janeiro.
Sobre o parque
Com uma área de 5.950 hectares de Mata Atlântica, o Parque Estadual da Serra da Concórdia abrange partes dos municípios de Valença e Barra do Piraí. A unidade de conservação foi criada em 2002, por meio de decreto estadual, e teve sua área ampliada em 2016, também por decreto.