Notícias |26.09.2019

Centro de Primatologia do Rio de Janeiro recebe gestores para visita técnicaSecretária Ana Lúcia Santoro e presidente Claudio Dutra conheceram as principais espécies estudadas pelo centro de pesquisa

O Centro de Primatologia do Rio de Janeiro, administrado pelo Instituto Estadual do Ambiente, recebeu nesta quarta-feira, 25, visita técnica da secretária de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Ana Lúcia Santoro, e do presidente do Inea, Claudio Dutra. Acompanhados pelo diretor de Biodiversidade, Áreas protegidas e Ecossistemas, Márcio Beranger, do gestor e veterinário do Centro de Primatologia, Alcides Pissinatti, e da veterinária Sílvia Bahadian, os visitantes conheceram as dependências do centro e as principais espécies estudadas na instituição, que é referência em Primatologia no Brasil.

“O trabalho de conservação de espécies do Centro de Primatologia do Rio de Janeiro tem prestígio acadêmico nacional e internacional. Cercado pelas belezas do Parque Estadual dos Três Picos, Pissinatti e sua equipe desenvolvem estudos e projetos fundamentais para preservar as espécies de primatas não humanos nativos do Brasil. Conhecer estes animais de perto é um privilégio”, destacou a secretária do Ambiente e Sustentabilidade.

O Centro de Primatologia comemora 40 anos, em novembro, de trabalho em prol da preservação das espécies de primatas brasileiros e é um dos responsáveis pela mudança de categoria de “criticamente em perigo de extinção” para “em perigo de extinção”, do mico-leão-dourado, espécie que só existe no estado do Rio de Janeiro. A mudança de classificação representa o aumento da população desses animais na natureza.

“O centro é um braço do Inea que produz ciência para o Brasil e para o mundo. Aqui, avançamos no conhecimento sobre os primatas, além de garantirmos exemplares das espécies em cativeiro, trabalhando pela conservação dos animais raros e em perigo de extinção”, ressaltou o presidente do Inea.

Atualmente, o centro possui mais de 30 espécies de primatas entre raras e ameaçadas de extinção, representadas por mais de 300 animais, sendo criados em cativeiro e reproduzidos, visando futuros projetos de conservação. Entre os exemplares, há micos-leões-dourados, micos-leões-pretos, muriquis-do-sul, bugios, saguis e espécies amazônicas, dentre outros.