Notícias |13.11.2025

Curso de Meliponicultura Urbana capacita moradores, servidores do Inea e funcionários no Sítio Roberto Burle Marx

 

Na semana de 3  a 7 de novembro, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea-RJ) em parceria com a Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) promoveram o curso “Meliponicultura Urbana: Criando Abelhas e Cultivando Biodiversidade na Cidade”, realizado no Sítio Roberto Burle Marx, no bairro de Barra de Guaratiba, Rio. A iniciativa, com apoio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), foi dirigida a moradores da cidade, funcionários do Sítio Roberto Burle Marx/IPHAN, servidores da Diretoria de Biodiversidade, Áreas Protegidas e Ecossistemas do Inea e de unidades de conservação de diferentes regiões do estado.

O curso foi um sucesso. As práticas oferecidas têm o potencial de mostrar como a população pode se integrar à ecologia local. Esse cuidado coletivo tem o poder de gerar grandes benefícios ao meio ambiente – declarou o secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi.

Com carga horária de 20 horas, o curso ofereceu aulas teóricas e oficinas práticas sobre a importância ecológica e econômica das abelhas nativas sem ferrão, biologia e ecologia das espécies, técnicas de manejo sustentável, geração de renda com produtos da meliponicultura e aspectos de legislação e sanidade das colônias de abelhas, com foco no papel das abelhas nativas na polinização e manutenção da biodiversidade urbana, incentivando práticas de criação responsável como ferramenta de educação ambiental e sustentabilidade, e ainda nas unidades de conservação da natureza.

As atividades práticas, como preparação de ninhos-isca, alimentação artificial, divisão de colônias e transferência de enxames para caixas racionais, foram ministradas pelos técnicos do Inea, pesquisadores da UENF e representantes da Seapa (Defesa agropecuária), reforçando a integração entre ciência, gestão ambiental e práticas voltadas para a sustentabilidade — em sintonia com os debates que o Brasil  leva à COP30,  na Amazônia, na conferência global do clima, com foco na implementação de ações concretas para enfrentar a crise climática.