Notícias |17.02.2021

Desassoreamento e dragagem: saiba a diferença entre eles

Desde o início do ano de 2021, tem se falado sobre desassoreamento, serviço de limpeza em corpos hídricos realizado pelo Programa Limpa Rio, executado pelo Secretaria do Ambiente e Sustentabilidade (Seas), através do Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

O desassoreamento pode ser confundido com dragagem, pois os dois servem para remover resíduos orgânicos e inorgânicos e realizam interferências nas calhas dos rios, locais onde passa o curso d’água. Porém, eles possuem diferenças entre si.

O desassoreamento remove resíduos e sedimentos acumulados no fundo dos rios para melhoria de seu escoamento, com o intuito de minimizar as inundações decorrentes do transbordamento. Para a realização do desassoreamento, é necessário apenas uma autorização ambiental da Comissão Estadual de Controle Ambiental (CECA), que permite a intervenção em todos os corpos hídricos do Estado do Rio de Janeiro.

Já a dragagem é um procedimento mais complexo, que necessita de grandes obras e um projeto maior, pois podem mudar inclusive as características do corpo hídrico. Além de limpar o corpo hídrico, a dragagem implanta uma nova calha no rio por meio de escavação, que pode ultrapassar 1 metro de profundidade. Para realizar a dragagem é necessário um licenciamento ambiental por projeto.

Sendo assim, enquanto o desassoreamento é um procedimento de limpeza das calhas dos corpos hídricos, a dragagem, além de realizar a limpeza, é um procedimento de implantação dessas calhas.

Toda vez que chove, resíduos sólidos como, por exemplo, terra, areia, rochas e lixo ficam acumulados nas calhas dos rios, o que gera os transbordamentos e as enchentes. “Devido à sua dinâmica natural, os corpos hídricos que não recebem manutenção acumulam sedimentação e resíduos com o passar do tempo, agravando até mesmo a eutrofização por plantas aquáticas. Então esse material concentrado no fundo dos rios acaba atrapalhando a circulação da água, gerando transbordamentos do seu leito”, acrescenta o engenheiro civil da Diretoria de Recuperação Ambiental, Carlos Ramos.

Sobre o Limpa Rio

O Programa Limpa Rio, em 2021, realizou intervenções em mais de 20 corpos hídricos (contando com os rios Iguá e Tambutaí) de 15 cidades: Seropédica, Nova Friburgo, Teresópolis, Duque de Caxias, Japeri, Rio de Janeiro (Bangu), Itaguaí, Rio Bonito, São Gonçalo, Itaboraí, Quissamã, Três Rios, Belford Roxo, Cordeiro e Itaocara. Em 2020, o Inea retirou 1 milhão e 198 mil metros cúbicos de sedimentos de 79 rios e canais localizados em 20 cidades fluminenses.