A Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), a Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento e a EMATER-RJ lançaram, nesta quinta-feira (11/9), o Instrumento de Avaliação da Transição Agroecológica (IATA), documento que visa identificar e classificar as fases e os avanços fluminenses no que diz respeito a mudança para um sistema de produção sustentável de alimentos. A novidade foi anunciada durante o evento “Transição Agroecológica e bioeconomia: cenários e conexões”, na Casa G20, na Zona Sul do Rio.
A cartilha tem como objetivo apresentar as bases técnicas e metodológicas para a classificação das fases de transição agroecológica no Estado do Rio de Janeiro. A ideia é que, a partir do IATA, seja possível definir políticas públicas de agricultura e de meio ambiente, além de reconhecer o trabalho dos agricultores que adotam ou estão em transição para esse sistema de agro produção.
O documento é composto por 75 indicadores agroecológicos que buscam contemplar seis dimensões da sustentabilidade: econômica, social, técnica, cultural, ambiental e saúde.
A iniciativa permite a construção, de forma colaborativa, de um plano para a mudança de modelo de produção. A iniciativa também aproxima a equipe de extensionistas responsáveis por esse acompanhamento aos trabalhadores e beneficiários do agroecossistema.
– O dia de hoje é um marco importante que vai nos permitir garantir que os produtores agroecológicos, ou em transição agroecológica, sejam reconhecidos e acessem políticas diferenciadas que agreguem valor ao seu produto e reconheçam o benefício ambiental que eles estão fazendo para a sociedade – afirmou o secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi.
– O instrumento de avaliação é uma forma de dar reconhecimento aos produtores, além de ser uma ferramenta importante para diferenciar esses trabalhadores quando eles forem se submeter, por exemplo, a editais de pagamentos por serviços ambientais – destacou a subsecretária de Mudanças do Clima e Conservação da Biodiversidade, Marie Ikemoto.
Além do lançamento do instrumento de avaliação, o evento reuniu autoridades e especialistas para discutir a implementação da bioeconomia no Brasil e no mundo, economia azul e circular, além da conexão rural-urbana.