Notícias |02.06.2025

Guarda-parques do Inea resgatam codorna silvestre em propriedade particular de Campos dos GoytacazesEspécie, cujos ovos são chocados pelo macho, foi devolvida ao seu habitat natural, nas proximidades do Parque Estadual da Lagoa do Açu

Uma ave silvestre da espécie codorna amarela (Nothura boraquira) foi resgatada no último domingo (1º/6) por guarda-parques do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), no Distrito de Goytacazes situado no Município de Campos dos Goytacazes. A ave estava no quintal de uma casa e foi encontrada por uma moradora. Ela conseguiu conter o bichinho e acionou o Inea.

Os guarda-parques foram até a propriedade e resgataram a codorna-amarela, que foi levada ao Parque Estadual da Lagoa do Aço. A ave passou por exames que atestaram que ela apresentava boas condições de saúde. Em seguida, a codorna-amarela foi devolvida ao seu habitat natural: guarda-parques realizaram a soltura da ave nas proximidades da unidade de conservação.

A codorna-amarela é uma espécie com ocorrência na América do Sul e, normalmente, habita áreas de campo. É muito visada para a caça, o que é ilegal, por se tratar de animal silvestre e nativo da Mata Atlântica.

Essa ave alimenta-se de insetos, frutos e sementes e vive em bandos de até 20 indivíduos. Os ovos são de cor escura e chocados somente pelo macho.

Sobre o Parque Estadual da Lagoa do Açu

Com mais de 8 mil hectares de área, o Parque Estadual da Lagoa do Açu abrange parte dos municípios de Campos dos Goytacazes e de São João da Barra, no Norte Fluminense. A unidade de conservação, que é considerada rota de aves migratórias, foi criada como objetivo de assegurar a preservação de remanescentes de vegetação de restinga no Estado do Rio e conservação da Lagoa do Açu e o banhado da Boa Vista.