Notícias |11.11.2025

Guarda-parques do Inea resgatam jiboia de dois metros em uma residência, no município de AraruamaAnimal foi encontrado em churrasqueira de uma residência, no distrito de Praia Seca

Um inusitado “visitante”  resolveu se convidar para o churrasco de uma família no município de Araruama, na Região dos Lagos: uma jiboia (Boa constrictor), com dois metros de comprimento e pesando dez quilos,  foi encontrada no sábado (8/11), por um morador  atrás da churrasqueira de sua residência situada no bairro Praia do Vargas, no distrito de Praia Seca.  O morador, imediatamente, acionou a Área de Proteção Ambiental Estadual de Massambaba (APA Massambaba), unidade de conservação administrada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e situada na Região dos Lagos.

Guarda-parques da APA de Massambaba foram até a residência e conseguiram resgatar o animal que foi levado para o Instituto BW, um parceiro do Inea, onde foi examinado por médico-veterinário. Após atestar boas condições de saúde, a jiboia foi devolvida ao seu habitat em um  trecho da APA de Massambaba.  Os guarda-parques conduziram a soltura do animal.

As jiboias são serpentes não venenosas, mas que chamam atenção pelo seu tamanho, que pode chegar até quatro metros. Com hábitos predominantemente noturnos, a espécie também pode ser observada durante o dia,  em busca de abrigo.

Esse animal tem ocorrência em várias regiões da América Central e, no Brasil, a jiboia pode ser encontrada em praticamente todos os biomas: Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Pantanal e Amazônia.

Quando se sentem ameaçadas, as jiboias apresentam um comportamento característico: elas podem dar botes (falsos ou não) e emitem um som abafado.

O Inea orienta a população que, ao encontrar animais silvestres em ambientes públicos, não se aproximar e acionar  a equipe da unidade de conservação mais próxima ou o Corpo de Bombeiros.

 

APA Massambaba

 

Com 9.133,87 hectares de Mata Atlântica, a APA Massambaba abrange parte dos municípios de Araruama, Saquarema e Arraial do Cabo. A unidade de conservação foi criada com o objetivo de proteger últimas áreas remanescentes de restingas, lagoas costeiras e brejos responsáveis pelo abrigo de inúmeras espécies de aves migratórias, além de preservar  sítios arqueológicos.