O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) iniciou, entre os dias 29/11 e 1/12, a elaboração de um Protocolo Operacional de Visitação (PROV) para a Praia do Sono, em Paraty. A ação é realizada em parceria com Associação de Moradores da localidade (AMOSONO) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), para ordenar o intenso fluxo turístico da alta temporada. O objetivo é proteger o meio ambiente e o modo de vida tradicional da comunidade caiçara presente no território da Reserva Ecológica Estadual da Juatinga (REEJ) e da APA Cairuçu (ICMBIO).
– Essa ação mostra que é possível conciliar a proteção de nossas áreas conservadas com a visitação responsável, gerando benefícios para a comunidade local e garantindo uma experiência segura e de qualidade para os visitantes – celebrou o secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi.
A segunda reunião técnica para a construção do protocolo ocorreu após uma primeira rodada de discussões em outubro de 2025, quando a comunidade apresentou suas principais demandas. A Praia do Sono está inserida em uma área de dupla proteção, localizada na Reserva Estadual de Juatinga (REEJ), gerida pelo Inea, e sobreposta à Área de Proteção Ambiental Cairuçu, de administração federal.
O PROV é uma ferramenta essencial para a gestão do uso público em unidades de conservação, estabelecendo diretrizes operacionais de forma participativa, e a adoção da metodologia pelo Inea é um dos resultados do Acordo de Cooperação Técnica com o (ICMBIO). Durante a oficina, a metodologia do protocolo foi apresentada à comunidade, dando início à construção da primeira minuta do documento. O instrumento tem como propósito organizar as atividades de visitantes, prestadores de serviços e condutores, garantindo que o turismo ocorra de forma segura e em harmonia com a conservação.
A construção do documento é uma ação conjunta e integrada entre a gestão do Inea, e da APA Cairuçu, sob gestão do ICMBio. O processo reforça a importância da participação coletiva da comunidade para assegurar que o documento final seja pactuado e reflita seus interesses, evitando conflitos internos. O objetivo final é promover o ordenamento da visitação, preservar os saberes socioculturais tradicionais, fortalecer o bem estar da população e o ambiente local sobre a REEJ.
A ação foi capitaneada pela Diretoria de Biodiversidade, Áreas Protegidas e Ecossistemas (Dirbape) do Inea, por meio da Gerência de Visitação, Negócios e Sustentabilidade (Gervins), e em parceria com o Núcleo de Povos e Comunidades Tradicionais do instituto.