O auditório da Alceo Magnanini, no Centro do Rio, foi palco da premiação do II Prêmio Inea de Meio Ambiente. O objetivo da iniciativa da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas) e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) é estimular a produção de trabalhos acadêmicos sobre a gestão ambiental, este ano com foco em soluções baseadas na natureza para o desenvolvimento sustentável.
Os vencedores participaram da cerimônia na sede dos órgãos ambientais estaduais e receberam os cheques simbólicos da premiação. A assessora especial da Presidência do Inea, Deise Delfino, ressaltou a importância da integração entre a academia e os órgãos ambientais do Rio de Janeiro. “Gostaria de registrar a importância do trabalho científico feito na academia que serve de base para o nosso trabalho em vários setores, como na conservação, no licenciamento e na utilização e gerenciamento dos recursos hídricos”, concluiu.
Bianca Dragoni Valente e Luiza Nogueira Cavalcanti ficaram em primeiro lugar com a monografia “Manejo das águas urbanas: Novas perspectivas para o Jockey Club Brasileiro”. Em segundo, Aliny Patrícia Flauzino Pires e Stella Manes da Silva Moreira com o tema “Prevenção de enchentes no Rio de Janeiro: As soluções baseadas na natureza como adaptação a eventos climáticos extremos”. E, no terceiro lugar, Maria Inês Paes Ferreira e Nilson Coutinho Gomes Neto com o tema “Soluções baseadas na natureza aplicadas à gestão das águas: Integrando conservação florestal e sistemas permaculturais à luz da Agenda 2030 da ONU – o caso da estação Semente Águas Claras”. Os prêmios foram de R$ 14 mil, R$ 10 mil e R$ 8 mil, respectivamente.
A gerente de Desenvolvimento de Pessoas do Inea e gestora da Universidade do Ambiente, Elaine Costa, destacou a importância da comissão julgadora e de suas avaliações na construção do prêmio. “A Comissão Julgadora tem papel fundamental na avaliação técnica e seleção dos trabalhos submetidos ao instituto. A credibilidade deste prêmio e, por consequência, do Inea, passa pela seriedade da avaliação técnica dos trabalhos, alcançada por meio não somente do nível de conhecimento, mas também pelo comprometimento destes profissionais de excelência com o meio ambiente fluminense”, afirmou.
Para o ex-servidor do Inea e idealizador do prêmio, Marlus Oliveira, a premiação distingue o Inea de outras instituições públicas na interlocução com a sociedade na busca de soluções para as questões ambientais. “São poucos órgãos e poucas instituições que compram essa briga. Não é uma tarefa fácil, mas vem sendo cumprida com primor, os trabalhos são belíssimos e a entrega do prêmio na sede dos nossos órgãos ambientais é muito especial.”, acrescentou Marlus.
Os preparativos para a próxima edição estão em curso e com o tema definido: Educação Ambiental. Além de inéditos, os trabalhos inscritos têm de promover reflexões teóricas, analisar dados objetivos, avaliar casos concretos ou propor soluções inovadoras, de baixo custo e complexidade, que possam ser colocadas em prática no estado do Rio de Janeiro, em curto e médio prazos.
Fotos: Ascom Inea