No último domingo (6/11), a Reserva Biológica (Rebio) Estadual de Guaratiba recebeu cerca de 40 alunos do Ambiente Jovem, maior programa de educação ambiental do Brasil, para abrir o mês de celebração dos seus 48 anos de atuação. Localizada na Zona Oeste da capital fluminense, a unidade de conservação de proteção integral administrada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) é uma das mais antigas do Estado do Rio de Janeiro.
Na ocasião, os estudantes dos núcleos Campo Grande I, II e III realizaram uma ação de limpeza na área de manguezal da unidade, o plantio de espécie nativa de vegetação de mangue e ainda um passeio de barco junto à equipe da Rebio para a observação paisagística do território de conservação. Ao todo, foram recolhidos 110 sacos de 100 litros de lixo, além do plantio de 45 mudas de mangue-branco (Laguncularia racemosa).
“Há 48 anos a Reserva Biológica de Guaratiba atua diariamente na proteção dos nossos patrimônios ambientais e é justamente pelo seu tempo de atuação que a presença do Ambiente Jovem e, consequentemente, das novas gerações, se faz tão importante: é preciso perpetuar esse legado, tendo como base a educação ambiental”, afirmou o presidente do Inea, Philipe Campello.
A atividade, que abre o mês de aniversário da unidade de conservação, teve como objetivo apresentar características da flora e fauna existentes e destacar a importância desse ecossistema, a fim de ampliar os conhecimentos práticos dos jovens. O dia se encerrou com um bolo em celebração aos anos de empenho da unidade na proteção da biodiversidade fluminense, que comemora quase meio século no próximo dia 20/11.
Além do suporte logístico dos guarda-parques da Rebio Guaratiba, o evento também contou com o apoio das instituições: Onda Solidária, Instituto da Criança, Anagea/RJ e Núcleo Canoas.
Sobre a Reserva Biológica
A Reserva Biológica de Guaratiba está localizada na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, entre Barra de Guaratiba e Pedra de Guaratiba. Protege, desde a década de 1970, importante remanescente de manguezal na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, associado à Baía de Sepetiba.
Trata-se de ecossistema de grande valor ambiental, econômico e social, por oferecer inúmeros serviços ambientais, dentre os quais a manutenção da diversidade biológica, a oferta de pontos de repouso e alimentação para diversas espécies de aves migratórias e a prevenção de inundações, além de servir como fonte de matéria orgânica para águas adjacentes, constituindo a base da cadeia trófica de espécies de importância econômica e ecológica. Por ser uma reserva biológica, só é permitida visitação educativa e para pesquisas científicas, mediante agendamento.