O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) realizou nesta quinta-feira (10/9), ação de cunho educativo em empresas que comercializam madeira no Centro do Rio. O objetivo foi conferir se as mesmas estão em dia com as documentações que atestam a origem da madeira comercializada, como o Documento de Origem Florestal (DOF). Essa certidão é a licença obrigatória emitida pelo Ibama, sob a gerência do órgão ambiental estadual, para o transporte e armazenamento de produtos florestais de origem nativa.
Os técnicos também checaram se as empresas estavam regularizadas junto ao Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor). Este integra o controle da origem da madeira, do carvão e de outros produtos ou subprodutos florestais, cuja coordenação, fiscalização e regulamentação compete a Ibama.
A equipe do órgão ambiental estadual percorreu a Praça da República, na região central do Rio, e inspecionou oito empresas. Destas, duas estavam com as portas fechadas; outras duas foram notificadas para que apresentem, em um prazo de 15 dias, os documentos necessários à regularização junto ao DOF; e uma outra foi autuada por deixar de prestar informações exigidas pela legislação pertinente referente à compra e venda de madeira nativa.
“Em um primeiro momento, realizamos ações de cunho educativo para combater o comércio de madeira ilegal. O próximo passo será deflagrar fiscalizações punitivas, e assim apertar o cerco a empresas que comercializam madeira de origem suspeita. Quem estiver irregular sofrerá as sanções previstas na legislação”, ressaltou o gerente de Fiscalização do Inea e engenheiro florestal, Leon Dalmasso.