O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) iniciou, na segunda-feira (6/4), um projeto de monitoramento da avifauna do Parque Estadual Cunhambebe, localizado na região da Costa Verde. O objetivo é realizar a identificação e o diagnóstico da abundância, freqüência e novas ocorrências de espécies nativas da Mata Atlântica.
Dentre as aves registradas está o Príncipe (Pyrocephalus rubinus rubinus), uma espécie migratória. Outra espécie registrada foi o Cabeçudo (Leptopogon amaurocephalus), comumente encontrado em galhos finos e cipós, no interior das florestas.
Já o tucano de bico-preto (Ramphastos vitellinus) foi avistado na copa de árvores da trilha do Curumim, bem próximo à sede da unidade de conservação, área onde está ocorrendo o enriquecimento com mudas da palmeira juçara, um dos alimentos dessa ave.
Durante esse trabalho, também foi registrada a presença de aranha (Nelphila clavipes) ao longo das principais trilhas do parque, esbanjando suas teias entre árvores e plantas, o que indica ausência de pessoas frequentando a trilha.
Segundo o gestor da unidade de conservação, Gilson Honório, esse trabalho foi motivado pelas possíveis mudanças da paisagem, qualidade do ar e demais alterações que podem estar vinculadas diretamente à ausência de ações humanas, que estão suspensas em razão do período de quarentena.
“O monitoramento prevê, ao menos, dez saídas de campo, para realização do monitoramento de fauna e análises de mudança da paisagem nas trilhas da unidade de conservação”, ressaltou Gilson.
Com 38.053,22 hectares, o Parque Estadual Cunhambebe abrange partes dos municípios de Angra dos Reis, Mangaratiba, Rio Claro e Itaguaí. Foi criado com o objetivo de assegurar a preservação dos remanescentes de Mata Atlântica da porção fluminense da Serra do Mar, bem como recuperar as áreas degradadas ali existentes; e fazer a conexão dos maciços florestais da Bocaina e do Tinguá.
Fotos: Vinícius Medeiros