A equipe da Reserva Biológica Estadual de Araras (Rebio Araras), Unidade de Conservação (UC) do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), esteve presente levando as vivências da UC para o evento Petrópolis do Bem, que aconteceu no último sábado (16/8), em Corrêas, Petrópolis, na Região Serrana do estado.
Equipamentos como sopradores, abafadores, bombas costais e outros materiais fundamentais durante o período de estiagem foram expostos ao público para explicar sobre as atividades das equipes de guarda-parques da Rebio Araras. Esse trabalho é ainda mais importante em tempos de estiagem, período que mais sofre com os incêndios florestais e compreende os meses de maio à setembro. A demonstração buscou evidenciar a importância da prevenção e resposta rápida para reduzir os impactos do fogo sobre a vegetação nativa e a fauna silvestre do local.
Além disso, foi apresentado aos presentes materiais utilizados no resgate de animais silvestres, essenciais em situações de emergência, quando a fauna necessita de cuidados especializados para garantir sua integridade e posterior reintrodução na natureza. Exemplares taxidermizados de espécies da Mata Atlântica foram levados com o objetivo de explicar sobre a rica biodiversidade da Unidade de Conservação e a importância da preservação ambiental. Somado a isso, o Inea trouxe sensibilização ambiental para a comunidade, explicando sobre crimes ambientais, e mostrou os materiais indicados para resgatar a fauna.
– Esses materiais cumprem um papel pedagógico importante, permitindo que crianças e adultos conheçam de perto a diversidade biológica protegida pela Unidade de Conservação, seus trabalhos e influencie uma maior compreensão sobre sua fragilidade e valor ecológico — destaca o secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi.
Sobre a reserva
A Reserva Biológica Estadual de Araras foi criada em 1977, e abriga e protege diversas espécies raras, vulneráveis, endêmicas e ameaçadas de extinção da fauna e da flora, em seus 3.862 hectares de Mata Atlântica nos municípios de Petrópolis e Miguel Pereira. Lá são protegidas cerca de 110 nascentes e 100 km de extensão de cursos hídricos. A reserva somente recebe visitas de cunho educacional ou para a realização de pesquisas científicas, mediante autorização prévia.