Na última terça-feira (13/12), o Parque Estadual do Desengano (PED), administrado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), promoveu a oficina “Escola Carbono Neutro” em duas escolas públicas no município de Santa Maria Madalena, no Norte Fluminense. As aulas tiveram como objetivo calcular as emissões de dióxido de carbono (CO2) produzidas pelo Colégio Estadual Barão de Madalena e pelo CIEP 273 – Graciano Cariello Filho e calcular o número de mudas nativas da Mata Atlântica necessárias para neutraliza-las.
O plantio das 195 mudas acontecerá próximo Dia Mundial das Florestas (21/3). Ao final do período de um ano, os colégios receberão o título de escolas públicas inseridas nas metas de sustentabilidade da Agenda 2030, além do selo de “Carbono Neutro”.
As aulas são fruto de um projeto da unidade de conservação, em parceria com a Universidade Estadual do Rio de Janeiro, aprovado pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), que prevê ações de educação ambiental no município. Ministrado pelo físico e doutorando da Universidade de Edimburgo Henrique Bergallo Rocha, o curso, que reuniu cerca de 30 participantes entre estudantes e professores das escolas, abordou temas correlatos à sustentabilidade, educação e justiça climática, neutralização, compensação, mitigação, inertização e precificação do carbono.
Sobre o parque
Com 21.365,82 hectares, o Parque Estadual do Desengano abrange parte dos municípios de Santa Maria Madalena, São Fidélis e Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Dentro de seus limites, estão protegidas a fauna, a flora e os ecossistemas, garantindo a preservação dos recursos naturais. Trata-se do conjunto de serras mais bem conservadas da região, de uma densa vegetação e rica biodiversidade, possibilitando atividades tais como pesquisa científica e educação ambiental. No local, já foram identificadas por volta de 504 espécies de aves, muitas destas ameaçadas de extinção, como a jacutinga (Pipile jacutinga) e o macuco (Tinamus solitarius).