No último sábado (6/6), o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) realizou a primeira edição do “Vem Abelhar” no Parque Estadual da Pedra Branca, localizado em Realengo, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O evento, em parceria com a Transcarioca e o Mosaico Carioca, visa despertar a consciência ambiental acerca da biodiversidade e à valorização das abelhas nativas sem ferrão.
A ação, iniciada às 8h da manhã no Núcleo Piraquara, recebeu 118 visitantantes entre servidores, alunos, escoteiros, voluntários e comunidade que puderam prestigiar palestras proferidas por Marcelo Soares (GERUC/PEPB), pelo coordenador Robson Carvalho, Christiane Santos Rio Branco (APA Guandu), Washington de Oliveira (Veterinário SEAPA), Luvanor Elim (Meliponicultor). Na sequência, ocorreram atividades de trilha e observação de abelhas nativas sem ferrão, além de atividades ecopedagógicas no meliponário.
As abelhas sem ferrão estão em uma tribo chamada meliponini, com cerca de 500 espécies. Uma das mais notáveis é a Mandaçaia (Melipona quadrifasciata), cujo nome tem origem indígena e significa “vigia bonito”. Ela é uma abelha social brasileira, que vive em populações reduzidas e a produção de mel pode chegar a 4 litros por temporada. O líquido é caracterizado por sabor cítrico suave e possui propriedades antimicrobianas, sendo tradicionalmente utilizado no tratamento de afecções bucais, da garganta e oculares.
Outra espécie social que chama a atenção por quem passa no local é a Jataí (Tetragonisca angustula), que é nativa da América do Sul e Central. Ela não possui ferrão e seu ciclo de vida dura até 60 dias. O seu mel atrai admiradores, pois uma de suas propriedades é o combate ao envelhecimento.
Diferente das abelhas solitárias que utilizam a casa com diversas espécies, a Jataí e a Mandaçaia são espécies sociais, que ganharam sua própria residência.
Sobre o Parque
Com 12.491 hectares, o Parque Estadual da Pedra Branca abrange áreas de 17 bairros da Zona Oeste do Rio. Sua sede fica no Pau da Fome, em Jacarepaguá, e conta com núcleos no Camorim (também em Jacarepaguá), em Piraquara (Realengo) e no Posto Avançado Quilombola, em Vargem Grande, nomeado em homenagem à comunidade Quilombola Cafundá Astrogilda.
A unidade abriga rica biodiversidade, com 479 espécies de fauna registradas: 43 de peixes, 20 de anfíbios, 27 de répteis, 338 de aves e 51 de mamíferos.