Nesta quinta-feira (4/12), o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) promoveu a soltura de uma onça-parda (Puma concolor) no território do Parque Estadual da Pedra Selada, em Resende. O animal foi resgatado próximo a uma área urbana do município e, com apoio do Zoológico de Volta Redonda, da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros, retornou à natureza.
– A devolução da onça-parda ao seu habitat natural simboliza o compromisso do Rio de Janeiro com a proteção da nossa fauna. Cada animal que conseguimos reintroduzir reforça a importância da conservação dos ecossistemas fluminenses e do esforço conjunto para garantir que espécies nativas continuem a cumprir seu papel na natureza – pontuou o secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi.
A onça-parda, também conhecida como Suçuarana e Leão-baio, é o segundo maior felino da América Latina, e alimenta-se de animais silvestres de portes variados e exerce papel vital na manutenção da integridade dos ecossistemas onde ocorre. A espécie tem a capacidade de adaptação a vários tipos de ambientes, de desertos quentes aos altiplanos andinos, com maior atividade ao entardecer e à noite.
O animal não tem o costume de atacar seres humanos. Mesmo assim, há diversas técnicas para garantir a segurança tanto da população quanto do bicho. Técnicos do Inea orientam a população a manter as lixeiras tampadas, os animais domésticos protegidos e sempre procurar o órgão caso surjam dúvidas ou algum animal silvestre pela área. Em caso de encontro com uma onça-parda é essencial não dar as costas para o animal e deixar o caminho livre para que o mesmo fuja.
Sobre o parque
Uma das maiores cadeias de montanhas do sudeste brasileiro com uma área de 8.036,62 hectares, o Parque Estadual da Pedra Selada abriga remanescentes expressivos de floresta primária e diversas espécies da fauna e flora nativas ameaçadas de extinção, além de áreas de interesse arqueológico, histórico, científico, paisagístico e cultural. A unidade de conservação tem como objetivo proteger e preservar populações de animais e plantas nativas e oferecer refúgio para espécies migratórias, raras, vulneráveis, endêmicas e ameaçadas.
No local, há diversas atrações como um Hotel de Abelhas Solitárias, um jardim de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs), uma exposição permanente de animais taxidermizados e a trilha do Bosque do Visconde, dentre outras. O parque realiza diversas atividades de educação ambiental e tem entrada gratuita de segunda a domingo, das 8h às 17h.