O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) promoverá, nos dias 1 e 2/12, o I Encontro Científico Parque Estadual Cunhambebe e Área de Proteção Ambiental Estadual de Mangaratiba. O evento online contará com palestras e mesas redondas com temas como biodiversidade marinha e terrestre, governança e conflitos socioambientais, turismo sustentável, gestão ambiental, biodiversidade e políticas públicas.
A iniciativa é organizada pelo Conselho Consultivo do Parque Estadual Cunhambebe e da Área de Proteção Ambiental Estadual de Mangaratiba, com apoio do Núcleo de Pesquisa do Inea e da Gerência de Unidades de Conservação. O instituto convida todos a conhecer os trabalhos e pesquisas científicas desenvolvidas nestas duas importantes unidades de conservação estaduais do sul fluminense.
O encontro online será transmitido ao vivo pelo canal do Inea no Youtube. Confira a programação completa e inscreva-se no evento clicando aqui.
Sobre as unidades de conservação
As unidades de conservação tem por objetivo principal proteger os componentes bióticos no próprio local e conservar a variedade dos ecossistemas, das espécies e dos genes, além das interações biológicas e os processos climáticos naturais e evolutivos imprescindíveis à vida. O Parque Estadual Cunhambebe, com área de 38.053 abrangendo os municípios de Rio Claro, Angra dos Reis, Mangaratiba e Itaguaí tem esta missão, buscando assegurar a preservação de remanescentes da Mata Atlântica sul fluminense da Serra do Mar, permitindo a conectividade com o Parque Nacional da Bocaina e a Reserva Biológica do Tinguá.
Já a APA Mangaratiba, além de proteger remanescentes da Mata Atlântica do município com o mesmo nome, protege também áreas de preservação permanente como o manguezal de Itacuruçá, parte da Restinga de Marambaia e algumas ilhas oceânicas, além de importante patrimônio histórico cultural do período imperial. A gestão desses espaços protegidos é complexa e demanda vários processos e recursos, e é neste contexto, que a Ciência tem papel significativo, colaborando com a ampliação do conhecimento sobre essas unidades, a gestão e diversos atores, com ações e estudos que permitem fazer cumprir satisfatoriamente a função para a qual foram criadas estas áreas protegidas.