Notícias |30.03.2026

Inea realiza ação de educação ambiental na comunidade do Cruzeiro, em ParatyO evento de conscientização envolveu estudantes da Escola Municipal Parque da Mangueira

Na última sexta-feira (27/3), o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), em conjunto com a Secretaria Municipal de Educação, realizou uma ação de educação ambiental na comunidade do Cruzeiro, no Saco de Mamanguá, Paraty, envolvendo alunos da Escola Municipal Parque da Mangueira. A iniciativa, coordenada pelos guarda-parques da Reserva Ecológica Estadual da Juatinga (REEJ), contou com um longo dia de aprendizado em campo, aproximando os alunos da realidade da unidade de conservação.

Como parte da programação, os participantes realizaram uma trilha até o Pico do Pão de Açúcar, um dos pontos mais emblemáticos da região. Durante o percurso, os agentes compartilharam conhecimentos sobre a fauna, a flora e as características do ambiente, estimulando a reflexão sobre a importância da preservação e do cuidado com a natureza.

— Nossa obrigação é mostrar para essas crianças a importância da preservação do meio ambiente, já que, na maioria das vezes, esse cuidado se inicia na localidade que te cerca. Aprender em um paraíso como Paraty torna tudo mais especial — destacou o presidente do Instituto Estadual do Ambiente, Renato Jordão.

Mais do que conhecer a paisagem, os alunos tiveram a oportunidade de compreender o modo de vida caiçara e sua relação de respeito com o ambiente. Esse contato direto é fundamental para que os jovens reconheçam o valor dessas comunidades tradicionais, entendendo que sua cultura é parte essencial da conservação da Mata Atlântica.

Sobre a Reserva

A Reserva Ecológica Estadual da Juatinga (REEJ) é uma unidade de conservação localizada no extremo sul do estado do Rio de Janeiro, no município de Paraty, na região da Costa Verde sul-fluminense. Com uma área de 9.797 hectares, abriga importantes remanescentes de Mata Atlântica, além de ecossistemas como restingas, manguezais e costões rochosos.

Criada em 1992, a REEJ tem como objetivo proteger a biodiversidade, a paisagem natural e a cultura tradicional caiçara. Atualmente, cerca de 1.500 pessoas vivem na unidade, distribuídas em 15 comunidades e núcleos de ocupação ao longo da costa. Toda a área da reserva está inserida na Área de Proteção Ambiental do Cairuçu, unidade de conservação federal administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação.