Notícias |03.12.2020

Inea realiza ação para monitorar caminhões que transportam produtos perigosos em rodovias

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea), com o apoio da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), realizou na quarta-feira (2/12), no município de Magé, o Comando de Operações no Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos. A ação teve como objetivo checar os aspectos de segurança adotados pelas empresas no transporte; a verificação do atendimento às normas ambientais; e a orientação aos condutores no correto uso dos equipamentos de proteção individual, com distribuição de material explicativo. Participaram da atividade os técnicos da Diretoria de Pós-Licença, das Gerências de Operações em Emergências Ambientais; e de Instrumentos de Licenciamento Ambiental e o Núcleo de Engenharia de Segurança Medicina do Trabalho e Assistência ao Servidor do Inea.

Durante a ação, que foi realizada na praça de pesagem da ANTT, na rodovia BR-116 (Rio-Teresópolis), foram abordados 19 caminhões dos quais, cerca de 80% transportavam produto classe 3 (líquidos inflamáveis). Todos tinham registro de operação de carga/descarga no Estado do Rio de Janeiro, atividade que necessita de licença ambiental emitida pelo órgão ambiental estadual. O Inea notificou os proprietários dos caminhões para que apresentem os documentos de regularidade para análise e acompanhamento do licenciamento.

Atualmente, o transporte rodoviário de produtos perigosos representa cerca de 70% das emergências atendidas pelo Inea. A atividade realizada na quarta-feira (2/12) é uma das ações previstas no plano de ação elaborado, a partir do diagnóstico de emergências ambientais no Estado do Rio de Janeiro, para redução do número de acidentes nesta tipologia.

“Esse plano de ação prevê ainda a integração com concessionárias de rodovias, monitoramento em tempo real dos caminhões licenciados, e sistema de troca de informações com terminais de abastecimento e refinarias, ações estas que visam reduzir o tempo de resposta a emergências com produtos perigosos”, destacou Fábio Costa, diretor de Pós-Licença do Inea.