Desde esse terça-feira (10/3), equipes do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), por meio de sua Gerência de Operações em Emergências Ambientais com Produtos Perigosos (GEROPEM), em conjunto com a Capitania dos Portos, acompanham as operações na Praia da Macumba, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Sudoeste do Rio, onde ocorreram dois encalhes consecutivos de embarcações da Marinha do Brasil. Durante a ação, os órgãos se depararam também com intercorrências envolvendo equipamentos de apoio utilizados nas manobras de resgate e com condições adversas do mar, o que agravou o incidente.
Por volta das 18 horas de segunda-feira, a embarcação de desembarque de carga geral Guaratiba encalhou na praia da Zona Oeste após apresentar avaria estrutural, que resultou na entrada de água no casco. Visando garantir a segurança da tripulação, foi realizada a abicagem, que consiste na aproximação intencional da embarcação à faixa de areia.
Já na manhã de terça-feira (10/3), a equipe do Inea chegou ao local para iniciar o monitoramento ambiental e garantir a mitigação de possíveis impactos ao meio ambiente. Por volta das 12 horas, uma segunda embarcação, a Lancha aviso de patrulha Marlin, encalhou na mesma praia. O acidente foi motivado pelas condições adversas do mar, agravadas por uma falha mecânica nos motores.
A equipe do Inea retornou ao local, na quarta-feira (11/3), às 10 horas e constatou que a Marlin permanecia encalhada. Além disso, a retroescavadeira utilizada nas operações do dia anterior encontrava-se atolada na faixa de areia, impossibilitando seu uso e retirada imediata. O mar na cidade do Rio de Janeiro apresenta, atualmente, regime de ressaca, com ondas entre 3 e 4 metros de altura, o que inviabiliza qualquer manobra de resgate imediata.
Diante desse cenário, o Inea e a Marinha do Brasil permanecem aguardando a melhora das condições climáticas e marítimas para dar início às operações de retirada da retroescavadeira e, posteriormente, ao desencalhe da lancha Marlin. O Inea reforça que, ao final de todas as operações de resgate, toda a areia removida durante as manobras será integralmente devolvida ao local original, medida que visa evitar a formação de valas ou depressões que possam representar perigo para banhistas e frequentadores da praia.
— O Inea conta com um grupo técnico multidisciplinar especializado no atendimento _in loco_ de ocorrências ambientais emergenciais tecnológicas decorrentes de vazamento de produtos químicos ou substâncias nocivas ao meio ambiente — explica o secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi.
A equipe opera em regime de plantão 24 horas por dia, sete dias por semana, em todo o Estado do Rio de Janeiro, de acordo com o padrão NFPA-472 – Hazmat Operations e International Maritime Organization. Qualquer cidadão pode comunicar o Inea sobre acidentes envolvendo óleo ou outro produto perigoso, como explosões, colisões, incêndios, vazamentos, assim como situações de descarte clandestino de resíduos.
Ligue para: (21) 2334-7910 e (21) 98596-8770