Notícias |23.02.2026

Inea realiza evento Vem Sapear na APA de MaricáIniciativa reuniu 16 participantes para observação de anfíbios e répteis em atividade noturna na Unidade de Conservação

Na última sexta-feira (20/2), o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) promoveu, na Área de Proteção Ambiental Estadual de Maricá, o evento “Vem Sapear”, uma trilha interpretativa voltada à observação de anfíbios e outros animais de hábitos noturnos. A ação contou com a parceria do Herpetonit e apoio da Guarda Municipal de Maricá (GMM) e do Comando de Polícia Ambiental (CPAM).

A iniciativa teve como objetivo desmistificar a imagem desses animais e reforçar a importância da conservação da biodiversidade. Ao longo de cerca de seis horas de atividade, 16 participantes puderam acompanhar anfíbios e répteis em seu período de maior atividade, característico do horário noturno. A condução da trilha foi feita pelos pesquisadores Herpetonit e guarda-parques da unidade, com apoio dos agentes de segurança presentes.

— A ação foi um sucesso. É uma oportunidade rara de observar esses animais em seu período de maior atividade. Registramos uma grande diversidade de espécies, o que tornou a experiência ainda mais gratificante — afirmou o secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi.

Ao todo, cerca de 15 espécies foram avistadas ou identificadas por vocalização durante a atividade. Entre elas, destacam-se a perereca-de-capacete (Nyctimantis brunoi), a perereca-castanhola (Itapotihyla langsdorffii), a perereca-de-banheiro (Scinax alter), a perereca-de-moldura (Dendropsophus elegans), a pererequinha-do-brejo (Dendropsophus pseudomeridianus), a rã-assobiadora (Leptodactylus fuscus), a rã-manteiga (Leptodactylus latrans), a perereca-araponga (Boana albomarginata), a perereca-da-fruta (Xenohyla truncata) e a perereca-macaco (Pithecopus rhodei). Também foram registrados exemplares de serpente, como Dryophyllax nattereri, além de outras espécies de anuros, como Scinax cuspidatus, Dendropsophus decipiens, Dendropsophus bipunctatus, Leptodactylus mystacinus e Leptodactylus latrans.

Sobre o Parque

A unidade possui cerca de 8 km de extensão, abrangendo o sistema lagunar do município de Maricá, parte da Restinga de Maricá (antiga Fazenda São Bento da Lagoa), o Morro do Mololô, a Ponta do Fundão ou Ponta da Divinéia e a totalidade da Ilha Cardosa, também conhecida como Ilha dos Amores.

A restinga é um ecossistema de região costeira, integrante do bioma Mata Atlântica, constituído por dunas, cordões arenosos e uma estreita faixa de vegetação, que se torna mais arborescente à medida que avança para o interior. Apresenta grande diversidade ambiental e biológica; contudo, o solo não é sua principal fonte de nutrientes, sendo a vegetação o principal suporte desse ecossistema.

Seus principais serviços ambientais incluem a proteção e manutenção do perfil costeiro, a preservação da biodiversidade, a regulação do microclima, a mitigação dos efeitos do aumento do nível do mar decorrentes das mudanças climáticas, entre outros. A APA também possui grandes potenciais para o turismo de aventura, turismo de base comunitária, turismo sustentável, desenvolvimento de projetos ambientais e de Ciência Cidadã, prática de esportes e lazer, além de atividades de pesquisa, estudo e ações de voluntariado.