Na última quinta-feira (7/5), o Instituto Estadual Ambiente (Inea) realizou a instalação de três placas educativas na Área de Proteção Ambiental de Maricá (APAMAR), localizada na região Metropolitana do Rio de Janeiro. A iniciativa reforça a importância da conservação da herpetofauna fluminense e dos ambientes naturais protegidos da região.
A ação, realizada no Caminho Do Barco, em celebração Dia Nacional dos Anfíbios, integra os esforços do PAN Herpetofauna do Sudeste (Plano de Ação Nacional para Conservação da Herpetofauna Ameaçada do Sudeste), instituído pela Portaria ICMBio nº 2.897, de 18 de setembro de 2024. O PAN estabelece estratégias prioritárias para a conservação de 55 espécies ameaçadas no Brasil, sendo 25 classificadas como Criticamente em Perigo (CR).
— São espécies associadas a estereótipos negativos, nós vamos sempre lutar contra esses estigmas e ressaltar a importância desses animais para a fauna. Não posso esquecer de parabenizar a APA de Maricá pelo empenho na preservação da unidade de conservação — ressaltou o gerente de Unidades de Conservação do Inea, Gabriel Lardosa.
A APA de Maricá possui papel estratégico nesse cenário por abrigar três espécies-alvo do PAN Herpetofauna do Sudeste: Lagarto-da-cauda-verde (Glaucomastix littoralis), Perereca-da-fruta (Xenohyla truncata) e Lagartinho-da-praia (Liolaemus lutzae)
Sobre a APA
A Área de Proteção Ambiental de Maricá possui cerca de 8 km de extensão e abrange o sistema lagunar do município de Maricá, parte da Restinga de Maricá (antiga Fazenda São Bento da Lagoa), o Morro do Mololô, a Ponta do Fundão (ou Ponta da Divinéia) e toda a Ilha Cardosa, também conhecida como Ilha dos Amores.
A restinga é um ecossistema costeiro integrante do bioma Mata Atlântica, formado por dunas, cordões arenosos e uma faixa de vegetação que se torna mais arborescente à
medida que avança para o interior. Apesar da grande diversidade ambiental e biológica, o solo não é sua principal fonte de nutrientes, sendo a própria vegetação o principal suporte desse ecossistema.
Entre seus principais serviços ambientais estão a proteção e manutenção do perfil costeiro, a preservação da biodiversidade, a regulação do microclima e a mitigação dos impactos do aumento do nível do mar decorrente das mudanças climáticas.
A unidade também apresenta grande potencial para o turismo de aventura, o turismo de
base comunitária e o turismo sustentável, além do desenvolvimento de projetos ambientais e de Ciência Cidadã, práticas esportivas e de lazer, pesquisas científicas e ações de voluntariado.