Notícias |26.02.2026

Inea realiza mutirão de Limpeza na APA de MaricáAção recolhe cerca de 15 toneladas de resíduos descartados irregularmente em unidade de conservação

Instituto Estadual do Ambiente (Inea), por meio da Área de Proteção Ambiental de Maricá, realizou nesta quinta-feira (26/2) um mutirão de limpeza no Parque, localizado na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A iniciativa, organizada pela própria unidade de conservação estadual, reuniu 30 participantes e resultou na remoção de aproximadamente 15 toneladas de resíduos descartados irregularmente, o equivalente a cinco caminhões cheios, na área protegida.

Participaram da ação representantes da equipe da APA de Maricá (APAMAR), do Projeto Praia Limpa, do Serviço de Obras de Maricá (Somar) e da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do município. Ao final da atividade, a Secretaria de Transportes e Postura prestou apoio na remoção de veículos queimados que também se encontravam na unidade.

— Foi uma importante atividade de integração entre a comunidade e a unidade de conservação. Essa união fortalece o coletivo. Parabenizo toda a equipe pelo trabalho impecável — destacou o secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi.

A APA reforça a importância do descarte adequado de resíduos e lembra que cada cidadão é responsável por dar a destinação correta ao lixo gerado no dia a dia. A instituição destaca ainda que ações de educação ambiental são fundamentais para sensibilizar a população e prevenir novos casos de descarte irregular. A participação da sociedade é essencial para a proteção e manutenção da restinga.

Sobre o Parque

A Área de Proteção Ambiental de Maricá possui cerca de 8 km de extensão e abrange o sistema lagunar do município de Maricá, parte da Restinga de Maricá (antiga Fazenda São Bento da Lagoa), o Morro do Mololô, a Ponta do Fundão (ou Ponta da Divinéia) e toda a Ilha Cardosa, também conhecida como Ilha dos Amores.
A restinga é um ecossistema costeiro integrante do bioma Mata Atlântica, formado por dunas, cordões arenosos e uma faixa de vegetação que se torna mais arborescente à medida que avança para o interior. Apesar da grande diversidade ambiental e biológica, o solo não é sua principal fonte de nutrientes, sendo a própria vegetação o principal suporte desse ecossistema.

Entre seus principais serviços ambientais estão a proteção e manutenção do perfil costeiro, a preservação da biodiversidade, a regulação do microclima e a mitigação dos impactos do aumento do nível do mar decorrente das mudanças climáticas.

A unidade também apresenta grande potencial para o turismo de aventura, o turismo de base comunitária e o turismo sustentável, além do desenvolvimento de projetos ambientais e de Ciência Cidadã, práticas esportivas e de lazer, pesquisas científicas e ações de voluntariado.