Notícias |01.04.2026

Inea realiza mutirão de limpeza na APA de MaricáAção recolheu cerca de 7 toneladas de resíduos descartados irregularmente na unidade de conservação

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea), por meio da Área de Proteção Ambiental de Maricá, realizou, na terça-feira (31/3), um mutirão de limpeza na unidade de conservação, localizada na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A iniciativa, organizada pela própria APA, reuniu 18 participantes e resultou na remoção de aproximadamente 7 toneladas de resíduos descartados irregularmente, o equivalente a dois caminhões cheios, na área protegida. A operação faz parte de um conjunto de ações que ocorrerá mensalmente na unidade de conservação, com o objetivo de retirar o máximo de resíduos possível.

— A iniciativa feita pela APA de Maricá é uma grande demonstração de respeito e cuidado com o território, parabéns pelo grande trabalho que a equipe tem realizado. É necessário que a população siga o mesmo exemplo para fortalecer a proteção da unidade de conservação — destacou o presidente do Instituto Estadual do Ambiente, Renato Jordão.

A ação reforça a importância do descarte adequado de resíduos e lembra que cada cidadão é responsável por dar a destinação correta ao lixo gerado no dia a dia. A instituição destaca ainda que ações de educação ambiental são fundamentais para sensibilizar a população e prevenir novos casos de descarte irregular. A participação da sociedade é essencial para a proteção e manutenção da restinga.

Participaram da ação representantes da equipe da APA de Maricá (APAMAR), do Projeto Praia Limpa, do Serviço de Obras de Maricá (Somar) e da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do município. Ao final da atividade, a Secretaria de Transportes e Postura prestou apoio na remoção de veículos queimados que também se encontravam na unidade.

Sobre a APA

A Área de Proteção Ambiental de Maricá possui cerca de 8 km de extensão e abrange o sistema lagunar do município de Maricá, parte da Restinga de Maricá (antiga Fazenda São Bento da Lagoa), o Morro do Mololô, a Ponta do Fundão (ou Ponta da Divinéia) e toda a Ilha Cardosa, também conhecida como Ilha dos Amores.
A restinga é um ecossistema costeiro integrante do bioma Mata Atlântica, formado por dunas, cordões arenosos e uma faixa de vegetação que se torna mais arborescente à

medida que avança para o interior. Apesar da grande diversidade ambiental e biológica, o solo não é sua principal fonte de nutrientes, sendo a própria vegetação o principal suporte desse ecossistema.

Entre seus principais serviços ambientais estão a proteção e manutenção do perfil costeiro, a preservação da biodiversidade, a regulação do microclima e a mitigação dos impactos do aumento do nível do mar decorrente das mudanças climáticas.

A unidade também apresenta grande potencial para o turismo de aventura, o turismo de
base comunitária e o turismo sustentável, além do desenvolvimento de projetos ambientais e de Ciência Cidadã, práticas esportivas e de lazer, pesquisas científicas e ações de voluntariado.