No último sábado (26/3), por meio de uma equipe de guarda-parques da Reserva Ecológica Estadual da Juatinga (REEJ), o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) realizou uma série de atividades de manejo na trilha Vila Oratório x Praia do Sono, em Paraty. Localizado no sul fluminense, o trajeto tem um percurso de 3,1 km de extensão.
A fim de manter a trilha manejada, a equipe substituiu os corrimãos danificados e desobstruiu a passagem com podas aéreas de galhos e limpeza do caminho de acesso. Além disso, o grupo de guarda-parques agiu também na retirada de uma árvore que vinha dificultando a passagem de moradores e turistas no trecho. Devido à alta frequência de chuvas e ventos fortes, a queda de árvores é comum na região, o que requer a ação constante dos funcionários da unidade.
“Para que possamos continuar atuando com excelência a partir das nossas unidades de conservação, é necessário que elas estejam bem cuidadas. A educação ambiental e a integração da comunidade devem ser feitas de forma segura e que certifique o bem-estar de todos os envolvidos”, afirmou Thiago Pampolha, secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade.
Para Ana Carolina Távora, gestora da REEJ, ações como essa são imprescindíveis para a garantia da segurança local. “O local onde a árvore estava caída ficou totalmente perigoso, escorregadio, sem apoio. Por isso, é importante manter a trilha manejada, tanto para os moradores da comunidade caiçara, quanto para os visitantes”, concluiu.
A equipe também foi responsável por orientar os visitantes presentes ao longo do percurso. A Praia do Sono é a maior praia da Reserva Ecológica da Juatinga. Com a comunidade caiçara mais populosa da região, a praia oferece inúmeras atrações turísticas, com uma grande diversidade de bares e restaurantes.
Sobre a reserva
A Reserva Ecológica Estadual da Juatinga (REEJ) é uma unidade de conservação da natureza localizada no extremo sul do Estado do Rio de Janeiro, no município de Paraty, na Costa Verde sul fluminense. São 9.797 hectares de remanescentes florestais de Mata Atlântica, restingas, manguezais e costões rochosos. Criada em 1992, a Reserva tem como objetivo proteger a biodiversidade, a paisagem e a cultura tradicional caiçara. Na unidade vivem cerca de 1500 pessoas em 15 comunidades e núcleos de ocupação localizados ao longo da costa.
Toda a área da reserva está inserida na Área de Proteção Ambiental do Cairuçu, unidade de conservação federal administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.