Notícias |07.01.2026

Inea realiza soltura de bicho-preguiça em ParatyA ação foi realizada por guarda-parques do Inea em conjunto com bombeiros do 26º Batalhão.

Na última segunda-feira (6/01), o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) realizou a soltura de um bicho-preguiça na Reserva Ecológica da Juatinga, em Paraty, no litoral sul do estado do Rio de Janeiro. A soltura foi realizada por guarda-parques do Inea após resgate do 26º Batalhão do Corpo de Bombeiros de Paraty.

— Mais uma vez, um grande trabalho. Nós, do Inea, agradecemos o apoio tanto das autoridades quanto da comunidade que cerca a Reserva. Juntos somos muito mais fortes e eficazes — declarou o secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi.

Moradores do bairro de Jabaquara solicitaram aos Bombeiros do 26° batalhão que resgataram o animal e o conduziram até o batalhão. Após ser acionada pelo Corpo de Bombeiros, a equipe de guarda-parques se deslocou até a sede da corporação para realizar o resgate do bicho-preguiça. O animal foi avaliado por veterinários, que constataram que ele estava saudável e em condições adequadas para a soltura. Em seguida, a equipe realizou a liberação em uma área de preservação ambiental, garantindo o retorno tranquilo e seguro ao seu habitat natural.

O bicho-preguiça, cientificamente conhecido como Bradypus variegatus, é reconhecido por seus hábitos lentos e sua preferência por uma vida arborícola. Apesar de sua movimentação lenta, a espécie desempenha um papel crucial no ecossistema. Sua dieta, composta principalmente por folhas, contribui para a reciclagem de nutrientes nas florestas tropicais. É um mamífero encontrado nas Américas Central e do Sul e apresenta características físicas distintas, como o corpo coberto por pelagem espessa e áspera. Possui garras longas e curvas, adaptadas para se pendurar nas árvores, e uma aparência única que o torna facilmente reconhecido.

Sobre a Reserva

A Reserva Ecológica Estadual da Juatinga (REEJ) é uma unidade de conservação localizada no extremo sul do estado do Rio de Janeiro, no município de Paraty, na Costa Verde sul-fluminense. Com uma área de 9.797 hectares, abriga remanescentes de Mata Atlântica, restingas, manguezais e costões rochosos.

Criada em 1992, a Reserva tem como objetivo proteger a biodiversidade, a paisagem natural e a cultura tradicional caiçara. Na unidade vivem cerca de 1.500 pessoas, distribuídas em 15 comunidades e núcleos de ocupação ao longo da costa.
Toda a área da Reserva está inserida na Área de Proteção Ambiental do Cairuçu, unidade de conservação federal administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).