Notícias |05.05.2026

Inea realiza soltura de bicho-preguiça na Reserva Estadual da JuatingaO animal foi retirado da rodovia BR-101 por populares

No último domingo (3/5), o Instituto Estadual do Ambiente realizou a soltura de um bicho-preguiça (Bradypus variegatus) na Reserva Ecológica Estadual da Juatinga (REEJ), localizada em Paraty, no extremo sul do estado do Rio de Janeiro. Guarda-parques identificaram o animal que havia sido retirado da rodovia BR-101 por moradores locais.

Agentes do Inea resgataram o animal para realizar avaliações e após um período de análises, foi constatado que o animal  não apresentava sinais aparentes de injúrias ou comprometimentos clínicos. O indivíduo foi conduzido a uma área da Mata Atlântica, onde foi realizada a soltura em conformidade com os protocolos de manejo de fauna silvestre.

— É importante que a população não tente manipular os animais, essas intervenções prejudicam e atrasam a reintrodução dos animais ao seu habitat natural. Parabéns às equipes que realizaram uma grande soltura, independentemente da imprudência —  ressaltou o gerente de Unidades de Conservação do Inea, Gabriel Lardosa.

O bicho-preguiça, cientificamente conhecido como Bradypus variegatus, é reconhecido por seus hábitos lentos e sua preferência por uma vida arborícola. Apesar de sua movimentação lenta, a espécie desempenha um papel crucial no ecossistema. Sua dieta, composta principalmente por folhas, contribui para a reciclagem de nutrientes nas florestas tropicais. É um mamífero encontrado nas Américas Central e do Sul e apresenta características físicas distintas, como o corpo coberto por pelagem espessa e áspera. Possui garras longas e curvas, adaptadas para se pendurar nas árvores, e uma aparência única que o torna facilmente reconhecido.

Sobre a Reserva

A Reserva Ecológica Estadual da Juatinga (REEJ) é uma unidade de conservação localizada no extremo sul do estado do Rio de Janeiro, no município de Paraty, na Costa Verde sul-fluminense. Com uma área de 9.797 hectares, abriga remanescentes de Mata Atlântica, restingas, manguezais e costões rochosos.

Criada em 1992, a Reserva tem como objetivo proteger a biodiversidade, a paisagem natural e a cultura tradicional caiçara. Na unidade vivem cerca de 1.500 pessoas, distribuídas em 15 comunidades e núcleos de ocupação ao longo da costa.

Toda a área da Reserva está inserida na Área de Proteção Ambiental do Cairuçu, unidade de conservação federal administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).